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Renato Roseno aponta processo de desmonte da saúde pública no País

Deputado Renato RosenoDeputado Renato RosenoFoto: Máximo Moura

O deputado Renato Roseno (Psol) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (29/10), realizada de forma remota e presencial, o que considera um processo em andamento no País de desconstrução do Sistema Único de Saúde (SUS).

O parlamentar destacou decreto publicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, na terça-feira (27/10), que previa a possibilidade de conceder à iniciativa privada a gestão das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que são a porta de entrada para o SUS.

Nesta quarta-feira (28/10), após reações negativas à decisão, o presidente revogou o decreto.

Para Renato Roseno, mesmo com o recuo do Governo nesse episódio, ele simboliza mais um capítulo no processo de desmonte do SUS. “Não é algo de agora, novo ou episódico. Trata-se de algo contínuo e planejado. Aquela Emenda Constitucional (EC) aprovada pelo Governo Temer, e tão debatida, retirou R$ 220 bilhões da saúde pública entre 2017 e 2026”, lembrou o deputado.

Segundo ele, são recursos que seriam destinados para a imunização da população, para a construção de hospitais e UBSs, para o pagamento de médicos e profissionais de saúde e que ficaram comprometidos.

“O grande problema do SUS é o subfinanciamento, e agora, durante a pandemia, provou-se que, mesmo desmantelado e alvo de projetos de privatização e terceirização, ele foi capaz de salvar milhões de vidas”, destacou.

O parlamentar se posicionou contrário a qualquer tentativa de privatizar a saúde pública brasileira. “Não é o mercado que vai salvar as pessoas, porque ele não se orienta pelos valores da vida. Ele se orienta pelos valores do lucro”, assinalou.
RG/AT  

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