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Principais erros e acertos dos candidatos no primeiro debate

Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2018 | 09h36

primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República das eleições 2018 trouxe poucas ideias e projetos para o futuro do País. Confira na análise abaixo a avaliação da participação de cada um dos presidenciáveis. 

Jair Bolsonaro (PSL)

Errou ao tentar minimizar o duro ataque desferido contra ele por Guilherme Boulos, que o chamou de "racista" e "homofóbico", além de questionar seu desempenho como parlamentar e o uso do auxílio-moradia mesmo tendo imóvel próprio; num debate, deixar acusações graves sem uma resposta peremptória tende a ser nocivo no longo prazo.

Acertou em priorizar seu público, insistindo na crítica à corrupção e ao PT. 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Errou ao insistir no tom burocrático, se estendeu nas explicações técnicas e teve dificuldades em falar de sua aliança com o chamado Centrão. 

- No esforço de limitar suas diferenças em relação a Jair Bolsonaro, acertou em não radicalizar seu discurso na segurança e foi bem ao defender as reformas de Michel Temer e em repetir a necessidade de retomada do crescimento econômico.

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Primeiro debate presidencial permitiu ao eleitor comparar o estilo dos candidatos  Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Ciro Gomes (PDT)

Errou ao procurar manter sob controle a língua afiada e o tom cordial; com isso, quase passou despercebido porque foi pouco acionado. 

Acertou ao apresentar uma proposta concreta: ajudar o consumidor endividado a limpar o nome e voltar a ter crédito.

Marina Silva (Rede)

Errou ao tentar se apresentar ao eleitor mesmo estando em sua terceira campanha presidencial seguida. Deveria ter usado seu tempo para mostrar suas ideias e de seu partido para o País.

Acertou em ressaltar que é "ficha limpa" e em se posicionar ao centro do debate eleitoral.

Álvaro Dias (Podemos)

Errou ao insistir na conversa de que vai convidar o juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e estava muito nervoso no início.

Acertou aocentrar fogo no discurso ético.

Henrique Meirelles (MDB)

Errou ao falar de economia como se fosse o único no mundo a entender da matéria; a soberba tende a desagradar os eleitores.

Acertou ao ressaltar seu papel importante nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Michel Temer. 

Guilherme Boulos (PSOL)

Errou ao radicalizar o discurso e se desconcertou quando foi associado à ex-presidente Dilma Rousseff. 

Acertou ao escolher Jair Bolsonaro como adversário. 

Cabo Daciolo (Patriota)

Errou ao insistir no papel de franco atirador.

Acertou em insistir no papel de franco atirador.

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