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Pessimismo com economia carboniza Meirelles

Henrique Meirelles, o presidenciável do MDB, precisa se benzer. No domingo, descobriu que dispõe no máximo de 1% das intenções de voto, que a impopularidade de Michel Temer explodiu para 82% e que 92% dos eleitores jamais votariam num candidato apoiado pelo presidente. Nesta segunda, o Datafolha informa que 72% dos brasileiros avaliam que a situação da economia piorou nos últimos meses. O novo dado cai sobre o projeto presidencial do ex-ministro da Fazenda como uma espécie de pá de cal.

Antes de tomar conhecimento do mau humor do eleitorado com a economia, Meirelles dera de ombros para as informações de domingo. Dissera que a rejeição a Temer não afeta sua candidatua. Como assim? “Minha campanha é baseada em meu histórico e nos resultados específicos do meu trabalho…” De resto, afirmara estar seguro de que seu prestígio pessoal subirá quando puder exibir sua biografia e seu trabalho na propaganda eleitoral no rádio e na TV, que começa em 31 de agosto.

A pior forma de lidar com uma urucubaca é tentar ignorá-la. A verdade é que a situação política de Meirelles, que era ruim, ficou muito pior. Piorou tanto que acabou ficando simples como o ABC. A, Meirelles não tem votos; B, arrasta a bola de ferro do governo Temer; C, quando ficar mais conhecido, todos saberão que, no governo do presidente reprovado por 82%, o candidato comandou a economia que sete em cada dez eleitores dizem ter piorado. Até explicar que a coisa já esteve pior e começou a regredir por culpa de Temer, a campanha já passou.

Milionário, Meirelles faz campanha tirando dinheiro do próprio bolso. A essa altura, o melhor que poderia suceder ao economista seria o MDB desistir da candidatura dele. Do contrário, o ex-ministro da Fazenda descobrirá que, das várias maneiras para se atingir o desastre, o vínculo com o governo Temer é a mais rápida;  a traição do PMDB, a mais dolorosa; e o autofinanciamento eleitoral, a mais cara.

Ou Meirelles se dá conta de que sua candidatura, carbonizada pela conjuntura, foi à breca ou vai acabar provando que um bom economista não passa de um ficcionista que venceu na vida. JOSIAS DE SOUZA

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