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Governo promete distribuir Pix de R$ 5 mil. Populismo fiscal chegou ao seu limite?

Fernando Schüler / O ESTADÃO DE SP

 

No comentário desta terça-feira, 13, o colunista Fernando Schüler avalia o anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, de medidas para os microempreendedores individuais (MEI), faltando poucos dias para o segundo turno do pleito (marcado para o dia 25), em que o petista é desafiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

 

Estão incluídos neste pacote o perdão a dívidas tributárias com a União, um “Pix MEI” de R$ 5 mil, o aumento do teto da categoria e a compra de dívidas de empreendedores com instituições financeiras.

 

“Pode ser inócuo pedir racionalidade no debate ou política pública a poucos dias da eleição”, inicia Schüler. “Mas o Brasil não termina nas eleições. A conta de tudo terá de ser paga. Decisões de hoje afetam a saúde financeira do País”.

 

O colunista ainda pontua que se sentiu de volta à República Velha (1889-1930) diante da “promessa de distribuir dinheiro”. Schüler argumenta que não houve esclarecimentos suficientes sobre o arranjo orçamentário para a realização de tais medidas. “Com base em que estudo? Não há definição de critério, orçamento ou prazo para execução. É apenas uma promessa. Isso não pode acontecer em nenhum governo”, afirma.

 

No entanto, Schüler entende que a prática não deve surtir efeitos nas urnas. “É inócuo, porque a sociedade brasileira já amadureceu. Estamos na 10ª eleição presidencial.”

 

 

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