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Datafolha confirma favoritismo de Tarcísio em SP

Com a depuração das pré-candidaturas ao governo de São Paulo e a chegada da temporada de convenções para confirmar os nomes da disputa, o cenário é amplamente favorável ao incumbente, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Na primeira pesquisa feita pelo Datafolha nesse contexto, o governador larga com uma expressiva vantagem sobre seu principal oponente, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). No levantamento, Tarcísio marcou 46% das intenções de voto no estado, ante 30% do petista.

Em votos válidos, que excluem brancos e nulos e constituem a forma de contagem final no dia da eleição, o governador atinge 52%. Dado que a margem de erro é de dois pontos percentuais e que restam três meses até o pleito, não se pode afirmar que tal patamar indica vitória no primeiro turno —mas tal possibilidade está colocada.

O levantamento ainda aferiu a avaliação positiva de Tarcísio, cuja gestão é considerada ótima ou boa por 45% dos entrevistados, e uma aprovação de seu trabalho por 63%. São números que ajudam a sustentar bons prognósticos para sua campanha.

Deve-se observar, contudo, que os adversários ainda terão tempo de explorar as eventuais fragilidades do incumbente —um quase neófito na política, nascido no Rio de Janeiro e apadrinhado por Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

Além das turbulências inerentes a corridas eleitorais, há insatisfações crônicas do eleitorado paulista: segurança pública e saúde são apontadas como os maiores problemas do estado, ambas por 27%, e 46% consideram que o mandatário fez menos do que poderia no cargo que assumiu após quase três décadas de hegemonia do PSDB.

A pesquisa traz um cenário complexo para Haddad. O ex-ministro foi novamente chamado a cumprir uma missão para seu líder, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —no caso, a repetição de um desempenho que leve a disputa para o segundo turno.

Deu certo em 2022, quando o já conhecido Haddad ajudou Lula a amealhar votos importantes para a vitória no olho mecânico contra Bolsonaro. Na simulação de agora, o petista perde o tira-teima por 53% a 37%.

Veterano de três derrotas eleitorais consecutivas, ele tem a maior rejeição entre os postulantes deste ano, de 47%, enquanto o governador tem 29%.

Haddad foi bem-sucedido em aglutinar a oposição na sua faixa política, retirando da disputa, por exemplo, Márcio França (PSB), que será seu vice. Mas enfrenta um revés inesperado com os 13% registrados por três candidatos de esquerda radical.

A maior dificuldade do petista está no interior, que abriga 53% do eleitorado do estado e dá vantagem folgada de 49% a 26% a Tarcísio. Nesse estrato, é forte a influência do conservadorismo e do antipetismo que a legenda de Lula ainda não logrou superar.

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