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Jaques Wagner diz que Haddad tem de assumir personalidade própria no 2º turno

Daniel Weterman e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 22h38

Antes cogitado como um possível candidato do PT à Presidência, o senador eleito pela Bahia Jaques Wagner cobra agora que Fernando Haddad assuma mais a própria personalidade no segundo turno da eleição e se desprenda da estratégia que o levou à segunda etapa da eleição, quando disputou buscando transferir os votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato.

"O Haddad chega ao segundo turno como a substituição do Lula, agora o Haddad do segundo turno é o Haddad", disse Wagner após uma reunião em São Paulo que o confirmou na coordenação da campanha do ex-prefeito da capital paulista ao Planalto. Ele destacou que é impossível "descolar" do ex-presidente, mas que "ninguém vive só do que foi". "Agora é hora de o Haddad dizer 'o meu programa de governo'."

Integrantes da campanha de Haddad e dirigentes de partidos aliados, como o PCdoB, defendem que o candidato do PT se coloque como o centro de sua campanha ao segundo turno, se descolando da imagem de substituto de Lula que conduziu a estratégia da legenda na primeira etapa da eleição.

Favorável a uma aliança com Ciro Gomes (PDT) já no primeiro turno, Jaques Wagner defendeu nesta segunda-feira, 8, a participação do candidato derrotado do PDT na coordenação da campanha de Fernando Haddad à Presidência. Wagner também conversou nesta segunda-feira com o senador eleito pelo ceará Cid Gomes, irmão de Ciro e um dos coordenadores da campanha do pedetista no primeiro turno. 

"O próprio jeito dele, às vezes contundente, é importante porque quando você está em um momento excepcional como esse tem que ter também uma forma diferenciada de entrar", disse o senador eleito baiano.

Agora na coordenação de campanha, Jaques Wagner reforçou que é possível buscar apoios do PSDB e de antigos adversários que queiram derrotar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, atraindo quem votou em adversários, quem se absteve e até quem votou no presidenciável do PSL.

Provocado para avaliar se o PT estaria em um patamar melhor de votos se o candidato fosse ele, Wagner procurou exaltar Haddad por considerar o ex-prefeito como uma figura "nova" no partido e na política. "Não era para ser eu, o perfil não é meu", disse Wagner, que afirmou ter uma "alegria íntima e arretada" pela escolha do candidato petista. / COLABOROU VERA ROSA

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