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Covid-19: Japão declara estado de emergência sanitária em Tóquio

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, declarou hoje (7) um novo estado de emergência em Tóquio e nos seus subúrbios por um mês por causa do aumento de casos da covid-19.

Ele fez o anúncio, durante uma reunião com um painel de especialistas,  "devido ao sério sentimento de perigo perante a rápida expansão nacional (do vírus)". 

A declaração de emergência implicará novas restrições ao horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais considerados não essenciais, bem como o pedido de permanência dos cidadãos em casa, embora sem incluir o internamento obrigatório, entre outras medidas.

O Japão ultrapassou pela primeira vez cinco mil infecções diárias devido ao novo coronavírus, a maioria em Tóquio.

Em todo o país foram registrados 5.307 novos casos, o primeiro número acima dos cinco mil desde o início da pandemia, havendo níveis de recordes diários em várias cidades, segundo estatísticas divulgadas pela televisão estatal NHK. AGÊNCIA BRASIL

Navio viking de 1.000 anos é descoberto

Eles foram grandes navegadores. Os vikings conseguiram um tremendo avanço na engenharia náutica de seu tempo. Como outros povos navegadores, antes de qualquer ousadia era preciso descobrir um meio seguro, mais avançado, para então se lançar ao mar. E eles descobriram o seu, o Drakkar, a máquina de navegação mais avançada da época surgiu no século 9. Tinha um comprimento médio de 28 m. Largura, 3m. Velocidade de até 12 nós (22 Km), excelente para a época e os tempestuosos mares do Norte em que navegavam. Agora um navio viking de 1.000 anos é descoberto.

Imagem de navio viking

Navio viking de 1.000 anos é descoberto

O achado estava enterrado em um antigo cemitério perto de uma igreja na ilha de Edoeya, na Noruega. O navio foi descoberto pela primeira vez em setembro de 2019, em uma área que parece ter sido anteriormente um túmulo com um diâmetro de cerca de 18 pés.

A descoberta não é única, mas como apenas cerca de três outros navios semelhantes já foram encontrados enterrados na Noruega, certamente é rara.

Como foi feita a descoberta do navio viking

Com alta tecnologia. Um georadar foi usado, um método não destrutivo para se investigar o subsolo, ou técnica de aquisição de informação para investigar ou detectar objetos e estruturas sob o solo.

Acredita-se que as partes do navio atualmente visíveis via o equipamento são a quilha e as duas primeiras travessas (pranchas) de cada lado da embarcação. O comprimento da quilha, em combinação com dados obtidos de descobertas anteriores, permitiram que os cientistas fizessem uma estimativa do tamanho do navio.

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Zorro aos 100 anos: o espadachim original continua o esplendor do herói de ação americano

Michael Sragow, The Washington Post

07 de janeiro de 2021 | 11h00

Ele é a mais importante figura de ação da história do cinema e o herói das batalhas no cinema mais afortunado de todos os tempos.

Este rebelde defensor da justiça e da moral, que pula nas batalhas com um sorriso no rosto, com o lema “justiça para todos”, abriu o caminho para todos os corajosos espadachins que se seguiram. A sua agilidade em conciliar alter egos gerou os heróis seminais Superman e Batman das histórias em quadrinhos. Sempre simbolizou a América destemida com o seu otimismo radiante e as virtudes democráticas da tolerância e inclusão. Tudo isto o torna uma personalidade de grande inspiração para 2021, o ano do seu 100º aniversário no cinema.

'A Máscara do Zorro' (1998). Foto: TriStar Pictures

 

O seu nome, é claro, é Zorro.

Enquanto a Mulher Maravilha ultimamente chamou a atenção da mídia com a sua extravagante atitude sentimental em relação ao poder do pensamento positivo, Zorro se envolve na ação social sem perder o seu ágil senso de humor. Ele é exatamente o tipo de herói da unificação que este novo ano pede: a criação fundamental de um homem que dominava o caos com uma risada - o rei  da Hollywood do cinema mudo, Douglas Fairbanks Sr.

Fairbanks foi o primeiro a transformar esta criatura da literatura barata numa lenda de excepcional importância. Fairbanks foi o astro, o produtor e co-roteirista sem créditos do sucesso de bilheteria, A Máscara do Zorro, que estreou em todo o país em dezembro de 1920.

Fairbanks apresentou aos amantes do cinema um aristocrata espanhol na Califórnia dos anos 1820 - um personagem de sangue azul que acredita em valores democratas: fair play para com os pobres e proteção dos inocentes. Ele zomba das leis arbitrárias e desafia autoridades corruptas e sádicas.

A lenda é simples: A heroína conhece o fora da lei, e o fora da lei derruba o governo. O vilão é um ambicioso comandante que executa as ordens de um governador amoral torturando sacerdotes, nativos americanos e peões, aterrorizando a classe baixa e arruinando famílias de bem, incluindo a da heroína. Ele anseia por ela; ela anseia pelo Zorro. Usando um disfarce, o fora da lei mascarado que duela com um sorriso e corteja com ardor, se transforma em Don Diego de la Vega, um membro da alta classe, que sofre de um super refinamento e de uma fadiga crônica.

Fairbanks e os seus colaboradores (o diretor Fred C. Niblo, o corroteirista Eugene Miller) são os responsáveis pela alquimia que faz do seriado do escritor Johnston McCulley de 1919, The Curse of Capistrano, em um épico desenvolto sobre um mestre espadachim que introduz o seu humor travesso e acrobacias chocantes em buscas idealistas. Cenas de ação previsíveis tornam-se turbulentas perseguições quando Zorro salta obstáculos com cambalhotas, às vezes parando para um lanchinho.

Como Sir Galahad, de Tennyson, Zorro tem a força de dez homens porque o seu coração é puro. E também é irreverente e maldoso. O seu brilho transpira um estilo nada convencional: ele abraça o caráter igualitário do Novo Mundo enquanto os seus inimigos defendem o passado feudal.

Zorro levantou os ânimos nos anos 20. Nos 2020, sua efervescência continua provocando êxtases.

 

'A Lenda do Zorro' (2005).  Foto: ANDREW COOPER

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Título verde pode injetar R$ 700 bilhões na agricultura brasileira até 2030

Tânia Rabello, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2021 | 11h00

 

agricultura sustentável pode receber financiamentos de R$ 700 bilhões no Brasil até 2030, por meio da emissão de títulos verdes, ou "green bonds". A projeção é da Climate Bonds Initiative (CBI), uma ONG britânica que sistematiza as normas do que são práticas sustentáveis em diversos setores da economia. Seguindo esses padrões, interessados em captar dinheiro no mercado de capitais obtêm da própria ONG a certificação "verde". 

Podem, a partir daí, emitir títulos de dívida dando a garantia ao investidor de que suas práticas são sustentáveis - uma demanda global cada vez maior. Com essas exigências cumpridas, os custos de uma captação ficam mais baixos. Do lado do investidor, a finalidade é evitar se associar a projetos deletérios ao meio ambiente.

A coordenadora de Agricultura da CBI no Brasil, Leisa Cardoso de Souza, disse ao Broadcast Agro que, no País, sobretudo os setores florestal, de agricultura, de pecuária e logística, além do de bioenergia, são fortes candidatos a captar esses recursos nos próximos dez anos. "E, em três anos, o potencial para o agro brasileiro é de R$ 320 bilhões." Segundo ela, no mundo, há cerca de US$ 1 trilhão "em estoque" de títulos verdes, para todos os setores da economia.

Agronegócio
Apesar do potencial, o Brasil ainda tem uma atuação considerada tímida no mercado de títulos verdes Foto: Clayton de Souza/Estadão

Apesar do potencial, o Brasil ainda tem uma atuação considerada tímida no mercado de títulos verdes. Desde 2015, as captações somam menos de US$ 10 bilhões, em todos os setores. Em 2019, em todo o mundo, a emissão dos green bonds movimentou US$ 328 bilhões, mas a América Latina e o Caribe responderam por apenas cerca de 2% desse total.

Para Cristiano Macedo, head comercial da Ecoagro - especializada em estruturar operações financeiras e que no ano passado emitiu o primeiro "green bond" de uma empresa agrícola brasileira, a Rizoma Agro -, os setores de energia, produção de grãos e de café têm um "forte apelo ambiental" para emissão de green bonds no Brasil, principalmente por causa da legislação ambiental brasileira, considerada muito rígida. "O produtor precisa, por exemplo, ter reserva de floresta na fazenda, tem de fazer o CAR (Cadastro Ambiental Rural), não pode desmatar até determinada porcentagem", diz. "E apenas fazendo isso o produtor já teria condição de emitir um título verde; muitos não têm ideia do potencial desse mercado, da sua importância e benefícios."

A ONG Produzindo Certo - antiga Aliança da Terra - está incentivando produtores para os quais ela presta assessoria socioambiental a emitirem "green bonds" e os auxiliando nesse processo. Segundo o diretor de Operações da Produzindo Certo, Charton Locks, a ONG está estruturando um crédito ancorado em títulos verdes a fim de que os produtores consigam financiamento no mercado de capitais, até mesmo para pagar os serviços socioambientais prestados pela própria organização.

"Nós queremos colocar o dinheiro na operação, seja para comprar adubo, semente, óleo diesel e pagar funcionário, o custeio agrícola mesmo", diz Locks. "O que queremos é conectar esses produtores sustentáveis com um mercado de capital internacional que está interessado em aportar dinheiro em produtores que têm sustentabilidade. Dinheiro internacional barato para financiar produtores sustentáveis no Brasil."

Segundo Locks, logicamente, os produtores vão usar o dinheiro também para adequações ambientais, "mas não só". "Para eles estarem na plataforma (Produzindo Certo), têm de fazer adequação todo ano. Mas aí pegam o recurso com o qual conseguem girar o negócio e também melhorar a fazenda", prossegue. "Apesar de que, nas fazendas que estão na plataforma, boa parte está num nível bom de sustentabilidade, são ganhos incrementais que acontecem, não são grandes mudanças na fazenda. Elas já estão muito bem posicionadas."

Instrumentos de captação

As ferramentas para o agronegócio obter o dinheiro no mercado de capitais continuarão a ser as mesmas que já existem hoje, como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Cédulas de Produto Rural (CPR), entre outras. "Só que um CRA com a chancela verde atrai investidores que de outra maneira não estariam interessados", diz Leisa Souza. "Estamos vendo todos os títulos do agro que podem ser rotulados como verdes, como CRAs, CDAs, CPR e até financiamento bancário." A partir daí, surge também um trabalho de fomento por parte da CBI no agronegócio, a fim de convencer produtores ou agroindústrias a obterem a certificação de sustentabilidade para atrair aquele grande volume de capital disponível, ávido por aplicações preservacionistas.

Leisa conta que, em agosto do ano passado, a CBI lançou os critérios para que atividades agrícolas obtivessem o selo verde. "Os critérios foram lançados em inglês e português e vamos também traduzir para o espanhol, a fim de atrair interessados do exterior", diz. Essas normativas, conforme a executiva, também servem para orientar e "deixar mais claro" para o produtor rural, sobretudo os pequenos e médios, o que se exige em termos de sustentabilidade para que ele consiga captar recursos emitindo "green bonds".

Em breve, diz, a CBI deverá também lançar as normativas específicos para pecuária. "São métricas muito claras as que já lançamos e as que vamos lançar", garante ela, explicando que a formulação é "um processo bastante participativo". "Em abril de 2019 criamos um grupo de trabalho, do qual entidades como a Embrapa, além de indústrias do setor, fazem parte." Depois de formuladas, as métricas entram em consulta pública, inclusive em relação aos melhores títulos disponíveis no mercado e que se encaixam na atividade a fim de ela conseguir captar dinheiro "verde".

Na opinião de Cristiano Macedo, da Ecoagro, o CRA é o título que mais bem atende aos produtores rurais ou agroindústrias interessados em captar dinheiro verde no mercado. Conforme o executivo, o potencial do mercado de capitais para financiar o agronegócio é imenso. "E, mesmo que o CRA não consiga competir com o crédito a juro subsidiado, ele traz várias vantagens ao produtor rural, sobretudo de governança - o que, para o investidor, traz mais segurança."

Em relação ao CRA certificado como "green bond", Macedo lembra que pode ser um excelente instrumento para reverter a imagem de "desmatador" do agro brasileiro no exterior. "Quem está tomando dinheiro no mercado de títulos verdes - e tem certificação reconhecida para isso - já ganha como primeiro benefício um avanço reputacional", diz. "Se o tomador mostra um selo verde para o investidor, significa que ele cumpre com critérios ambientais, como emissão reduzida de gases do efeito estufa, desmatamento zero, entre outras exigências." / COLABOROU LETICIA PAKULSKI 

 

Após quarta-feira de trégua nas chuvas, Funceme prevê retorno de precipitações a partir desta quinta

Depois de começar a semana com chuvas em mais de 70 municípios, as precipitações no Ceará tiveram uma "trégua" nesta quarta-feira, 6, segundo análises da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). No entanto, a previsão do órgão é que os acumulados retornem a partir desta quinta-feira, 7 e sigam até a sexta-feira, 8.

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Na quinta-feira, o indicativo é de chuva no litoral cearense no começo do dia e de registros passageiros nas regiões da Ibiapaba, Maciço de Baturité e norte do Sertão Central e Inhamuns nos demais períodos. Tendência é de precipitações com intensidade entre fraca e moderada.

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A Funceme informa que na sexta-feira, apesar das chuvas voltarem a diminuir, ainda há possibilidade de acumulados na faixa litorânea e na região do Cariri cearense. Entre as 7 horas da terça-feira, 5, e o mesmo horário desta quarta-feira, 6, choveu em 70 municípios do Ceará, conforme balanço diário da Funceme.

O maior acumulado foi em São Benedito, com 17.2 milímetros (mm), seguido de Aiuaba e Monsenhor Tabosa, com 15 mm e 14.4 mm respectivamente. Em Fortaleza, a chuva foi de 13.2 mm no período. opovo

Mundo novo - J.R.Guzzo, O Estado de S.Paulo

Até algum tempo atrás, o encerramento de atividades de uma fábrica, principalmente quando ligada a um grande nome da indústria, era considerado um desastre. Muita gente boa, inclusive, já usou a perspectiva de parar as máquinas como pressão para conseguir dos governos alguma coisa que estava querendo – e os governos, também muitas vezes, aceitaram, em nome da “preservação de empregos”. Não mais. A Mercedes-Benz, uma das mais antigas, importantes e bem reputadas empresas da indústria automobilística brasileira, acaba de fechar uma fábrica no interior de São Paulo, onde produzia carros “premium” – e praticamente não houve ruído algum.

É uma má notícia, sem dúvida, pois nenhum país cresce, cria renda e gera oportunidades fechando fábricas. Mas não é mais o que era – porque as fábricas, a indústria automotiva e a economia brasileira não são mais o que eram. A questão, aí, é o emprego. A Mercedes, ao fechar essa operação – sua produção de caminhões e de ônibus continua em ritmo normal – suprimiu 370 postos de trabalho. E isso simplesmente não é nada, no mercado de trabalho atual.

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Os empregos, hoje em dia, estão em outros lugares – e seus números não têm nada a ver com os números da indústria. Só na Grande São Paulo, só no ano de 2020 e só no setor de entregas a domicílio, foram criados possivelmente 50.000 novas vagas – mais de 100 vezes o que se perdeu na fábrica fechada da Mercedes. Estima-se que haja 280.000 motoboys trabalhando atualmente na região; no Brasil todo, segundo cálculos do Dieese, são 950.000. É oito vezes mais que o número total de empregos nas montadoras brasileiras, calculado no momento em 120.000.

covid, sobretudo por conta da explosão na entrega de refeições a domicílio, responde por uma parte destas cifras – mas só por uma parte. O fenômeno, segundo todos os técnicos na área, vai continuar depois da pandemia. É um mundo novo.

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