Açude "inteligente" sangra nos sertões de Canindé
A ressentida e a vigarista
“Não quero morrer amanhã e tudo isso ficar na tumba, eu quero falar e fechar a página”, disse Mirian Dutra para justificar a punhalada desferida nas costas de Fernando Henrique Cardoso, com quem teve um caso amoroso quando trabalhava na TV Globo em Brasília e o ex-presidente era ainda senador. O romance durou seis anos. Durou quase 30 o silêncio quebrado nesta semana por duas entrevistas. O pote até aqui de mágoa, esse vai durar para sempre, avisa o caótico desfile de denúncias contraditórias, acusações explícitas ou insinuadas, fatos e fantasias irrompendo de braços dados, cobranças indevidas e cachos de queixumes. Tudo somado, está claro que Mirian Dutra é uma prisioneira do ressentimento.
PT cutucou as panelas com vara muito curta
O grande problema do PT não é produzir comerciais. Isso o partido faz em cima da perna. Mesmo com o João Santana na cadeia. A questão é escolher o que dizer ao povo. Edinho Barbosa, o novo marqueteiro da legenda, se esforçou. Mas a propaganda levada ao ar na noite desta terça-feira mostrou que lhe faltou matéria-prima. Com o material de que dispunha, conseguiu apenas cutucar as panelas com vara curta. Vão abaixo sete provocações extraídas da peça do PT: “Por que tanto ódio e intolerância contra um partido, nesse momento em que o país precisa tanto de união?” (O que o PT quis dizer com este trecho de sua propaganda é que ele agora concorda com os críticos que avisaram que aquela história de ‘nós conta eles’ não ia acabar bem.)
Previsão inicial aponta chances de La Niña para o 2º semestre
É provável a chegada do fenômeno La Niña no segundo semestre de 2016. Entre setembro e dezembro, as chances são de 50% para o resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico. O fenômeno é inverso ao El Niño e pode trazer chuvas acima da média para o Ceará em 2017. O dado é de previsão apresentada ontem pela Funceme. Segundo o presidente do órgão, Eduardo Martins, ainda é cedo para confirmar o fenômeno. As previsões mais seguras devem vir em novembro e dezembro. “É uma boa notícia porque começamos a ver probabilidades significativas de resfriamento (do Pacífico). Isso não aparecia até pouco tempo. Se isso vai se manter ou não, precisaremos
aguardar”, comentou. Nos últimos dois anos, a Funceme divulgou ainda em fevereiro as preocupações com o comportamento do El Niño para o ano seguinte. A influência negativa do fenômeno para as chuvas no Ceará foi alertada pelo órgão em 2014 e em 2015 durante a apresentação dos prognósticos. Nos Estados Unidos, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) divulgou, no último dia 11, a tendência de enfraquecimento do El Niño e substituição pelo fenômeno La Niña no outono norte-americano, que vai de setembro a dezembro. (Thaís Brito) OPOVO
Petrobras começa a desativar sondas no CE

A Petrobras começa a desativar a atuação de sondas de exploração no Ceará. Em terra e no mar. Isso pode, em médio prazo, reduzir a produção de petróleo no Estado, que já não é tão representativa. Outras consequências são redução de arrecadação de royalties, além de afetar negócios dos fornecedores locais da estatal e gerar possíveis demissões. Não há confirmação sobre a paralisação de todas as sondas.
A inflação continua solta

Recessão machuca, mas tem duas serventias, pelo menos em países normais. Uma delas é frear a alta de preços, contendo a procura e cortando o combustível dos aumentos. A outra é facilitar o conserto das contas externas. No Brasil só se tem visto o segundo efeito, e da pior maneira – mais pela redução das importações e gastos no exterior do que pelo aumento da receita em dólares. Quanto à inflação, segue lépida e robusta, como se a economia estivesse crescendo em ritmo asiático. Os preços ao consumidor continuam subindo rapidamente, como confirma o IPCA-15 de fevereiro, prévia do indicador oficial, embora os negócios permaneçam no atoleiro, depois de mais de um ano de contração econômica. Todas as projeções indicam mais um ano de atividade em baixa, mas poucos apostam numa inflação muito mais suportável que a de 2015, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a referência oficial, subiu 10,67%.


