Economia movida pela transposição - OPOVO

Desses dias incertos da República, a uma semana de trocar nomes e talvez prioridades na Presidência, já se vislumbram medidas para conter respingos a projetos como o da transposição do São Francisco e do Cinturão das Águas do Ceará (CAC). Um depende do outro: o Cinturão só avança e poderá ser útil se o canal da transposição chegar. Ambos só terão andamento com a garantia federal.
Prioridade e Investimento - OPOVO

Os usos e a gestão das águas da transposição do Rio São Francisco em nível estadual seguem indefinidos. Diante da estiagem de cinco anos consecutivos que assola o Ceará, a prioridade da outorga será para consumo humano e animal. No entanto, a agroindústria e agricultura familiar também serão beneficiadas. “A indústria busca alternativas, poços profundos. Há toda uma estrutura hídrica e com o abastecimento humano e animal isso pode melhorar”, avalia Bessa Júnior, presidente do Conselho Temático de Cadeias Produtivas e Agronegócios da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
Segundo ele, a preocupação do setor é com a agricultura familiar e o agronegócio em potencial. “São importantíssimos para o setor e estão sofrendo racionamento e a falta da maior capacidade de a água chegar a esses locais”, afirma.
Em meio à secura, comunidades localizadas às margens da obra veem a água passar e não podem utilizá-la.
Em apresentação das obras à comitiva formada por deputados estaduais do Ceará em abril deste ano, o coordenador geral do projeto de integração do rio São Francisco, Frederico Meira, demonstrou preocupação ao falar de casos de rompimento do canal em Pernambuco.
Ele reforçou a necessidade de segurança nos locais e afirmou que existem propostas de distribuição e utilização de águas individuas, mas é necessário que o Conselho Gestor da Transposição avalie caso a caso. O presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Faria, afirmou que a chegada de águas da transposição para o abastecimento humano irá permitir que os reservatórios sejam utilizados para o incremento das atividades econômicas. Ele não definiu, no entanto, modelo de cobranças e nem administração em nível estadual. (Eduarda Talicy –
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SÃO FRANCISCO - A obra é irreversível - OPOVO

Secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira lembra de debates técnicos de meados dos anos 2000, quando se definia qual volume de água deveria ser redirecionado do São Francisco para cada Estado receptor. Àquela época o Nordeste estava chuvoso, o rio não parecia urgente. Conta que o Ceará era visto como um Estado “com muita água” em 2004. Argumentava que a seca sempre voltava.
Teixeira foi secretário nacional de Infraestrutura Hídrica, entre 2012 e 2013, e ministro da Integração Nacional entre 2013 e 2014. Lidou com os momentos iniciais da obra diretamente. O cenário de estiagem voltou e ficou. “Nossa dependência do rio poderá ser maior”.
Ele não quer contar com a água antes de ela chegar. Acha que o impeachment da presidente Dilma pode atrapalhar a obra. Teixeira não desconsidera que o Cinturão das Águas do Ceará – 27% executado - possa ser afetado por corte de recursos federais. Teme que isso aconteça. É o Cinturão que permitirá a distribuição da água do São Francisco pelo Ceará. (Cláudio Ribeiro)
Água dos velhos sertões - OPOVO

A pequena barragem Arapuá-Angicos, no Rio Grande do Norte, capaz de armazenar pouco mais de 4 milhões de m³, é de 1920. É a mais antiga de todo o trajeto a ser percorrido pelo novo rio do sertão setentrional. Em seu itinerário redesenhado pela engenharia do século XXI, São Francisco também encontrará caminhos d’água do passado. O açude Lima Campos, em Icó, no Ceará, foi feito de abril a dezembro de 1932. Havia flagelo, fome, doenças, campos de concentração, mais uma seca molestando bicho e gente. O Estado pelejava por água.
Em abril, chuvas ficaram 42,3% abaixo da média histórica no Ceará
O Ceará fechou o mês de abril com chuvas abaixo da média histórica, de acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Em todo o Estado, o órgão registrou 108,5 mm de precipitação, quando o esperado era de 188 mm. Os números indicam volume 42,3% menor do que a média.
Ao deus-dará - FOLHA DE SP
A passagem da infância para a adolescência, a que correspondem os quatro anos que antecedem o ensino médio, constitui um desafio para todo tipo de escola. Alunos que se situam, grosso modo, na faixa dos 11 aos 14 anos se defrontam, em ritmo que varia de indivíduo para indivíduo, com um mundo que lhes parece cada vez mais complexo e em que, passando por rápidas mudanças na mentalidade e no organismo, não sabem exatamente como se situar.

