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"Com Executivo e Legislativo em crise, o Judiciário tomou conta de tudo"

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Ada Pellegrini Grinover é uma das mais respeitadas juristas no país. Ao longo dos seus 83 anos, participou da reforma do Código de Processo Penal e do Código de Defesa do Consumidor, foi coautora da Lei de Interceptações Telefônicas, da Lei de Ação Civil Pública e da Lei do Mandado de Segurança, e, hoje, pesquisa meios alternativos de solução de controvérsias. Mas toda a sua experiência não foi suficiente para entender os decretos, empréstimos e créditos que levaram ao afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo.

“Quem é que entende isso? Um diz uma coisa, outro diz outra e o último que fala sempre parece que tem razão. É tudo muito estranho, muito delicado. Mas o julgamento vai ser político”, disse a processualista em entrevista concedida à ConJur. Enquanto o país não adotar outro regime de governo, afirma, os problemas políticos e econômicos continuarão a paralisar o país. A solução? Passa pelo parlamentarismo.

Ou então, brinca, importar um tirano da China. A professora voltou há pouco das férias que passou no país e se disse impressionada. Em dez anos, viu cidades completamente refeitas, sem as favelas e os cortiços que havia visto da primeira vez que visitou as terras chinesas. Planejamento, segundo Ada Pellegrini, traria grandes avanços para os brasileiros.

Em meio à crise vivida pelo Brasil, a advogada e parecerista entende ser fundamental o ativismo judicial, diante da omissão dos demais poderes. “Hoje, o Judiciário é um elemento de equilíbrio entre os demais poderes”, afirma, ao relembrar a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir a interrupção da gravidez nos casos de feto anencéfalo. À época, tramitavam diversos projetos de lei no Congresso Nacional para regulamentar a questão, mas o Legislativo foi lento demais para resolver o problema dos cidadãos.

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Rumores do inferno - Roberto Romano*

O jornal anuncia ao povo brasileiro: vereadores paulistanos transformam, de modo ilegal e sem respeito pela ética pública, o plenário da Câmara Municipal em seu templo (Estado, 4/7). Sob vários pretextos, o crime é cometido com arrogância e insulto aos que não têm a mesma crença dos edis. Trata-se de um roubo do direito cidadão: indivíduos, seitas ou igrejas não podem tomar posse de um espaço que não lhes pertence.

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O pífio legado da Copa - O ESTADO DE SP

A Copa do Mundo de 2014 deixará uma grande herança ao País, anunciou o governo federal quando trouxe o espetáculo para o Brasil, prometendo a realização de importantes obras de mobilidade urbana em várias cidades. A promessa, no entanto, não se tornou realidade. Dois anos depois da realização do torneio, boa parte das propostas continua no papel.

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Políticos temem celulares, mas gravações podem ser feitas de outras formas, dizem especialistas Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/politicos-temem-celulares-mas-gravacoes-podem-ser-feitas-de-outras-formas-dizem-especialistas-1

RIO — O temor criado por gravações que municiaram delações premiadas fez com que o celular se tornasse malquisto nas reuniões em Brasília. É crescente o número de relatos de encontros entre políticos em que a entrada de smartphones foi proibida. Tirar o terno, para sinalizar que não carrega grampos, também faz parte do novo protocolo pós-Lava Jato. Porém, especialistas em espionagem advertem que as medidas são insuficientes.

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Uma só virtude - Henrique Schneider Neto*

Uma partida de xadrez entre a morte e um cavaleiro medieval. Esse é o pano de fundo em que se desenvolve o enredo de O Sétimo Selo, do diretor sueco Ingmar Bergman, rodado em 1956. É instigante o contraste entre o pragmatismo irônico estampado na face da morte e o entusiasmo exibido pelo desafiante, que, inebriado pela esperança, pelas conquistas e paixões da juventude, acredita reunir chances de vencer o duelo, ignorando o inexorável xeque-mate do destino a que todo exemplar da espécie humana está sentenciado.

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