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Os caminhos do acordo - ISTOÉ

Até a quarta-feira 17, o Brasil ensaiava seus primeiros passos rumo à saída do atoleiro. A inflação estava controlada, a economia recuperava o fôlego e os índices de desemprego pareciam desidratar. Ao menos do ponto de vista administrativo, o presidente da República, Michel Temer, conduzia o País, até então à deriva, sem maiores sobressaltos. Os fiadores de seu mandato, nas esferas política e econômica, exalavam confiança, sobretudo porque as reformas previdenciária e trabalhista estavam em marcha e perto de serem apreciadas pelo Congresso Nacional – mesmo que com alguns remendos.

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Petistas oportunistas. Você quer essa turma de volta?

A desfaçatez petista parece não ter limites. Chega a ser risível. Mesmo soterrado numa avalanche de denúncias de corrupção, o PT tenta emergir do lamaçal em que está mergulhado desfraldando a bandeira das “diretas já”, o que afronta a Constituição. A Carta Magna prevê a realização de eleições indiretas, via Congresso, caso o presidente Michel Temer deixe o governo, mas os petistas, sabe-se, não se importam muito com o que versam as leis. A não ser as que os beneficiam. Quando isso não acontece, não têm pudores em atropelá-las, em investidas típicas de regimes totalitários.

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Por que o PT está 'calado'

Cantinho do Moreno, sexta-feira, 26/05*

Os ex-presidentes Dilma e Lula, durante ato em Curitiba

O PT está encurralado pelas suas próprias circunstâncias. Não pode comemorar publicamente a derrocada de Temer, porque seria referendar as delações de Joesley, que também o atingem mortalmente. O jeito é pedir diretas já, sem entrar no mérito dos motivos da queda do presidente. Mas até isso também é da boca para fora. Ao PT interessa um mandato-tampão para que se cumpra o calendário de 2018. "Diretas já" é incompatível com "Lula lá". Agora, eleição, para Lula, fica muito difícil.  *nota publicada na edição impressa de O GLOBO, na coluna "Poder em jogo" da colunista Lydia Medeiros, em 26/05

JBS: uma empresa que cresceu à sombra do PT

Na carta que divulgou ao fim do dia mais conturbado do ano até agora, Joesley Batista, presidente afastado e controlador da J&F, pede “desculpas aos brasileiros pela corrupção praticada” e encerra com uma promessa intrigante. O empresário afirma que o grupo, um colosso de R$ 174 bilhões em receitas e 270 mil funcionários, no Brasil menor apenas que a Petrobras, vai virar as inúmeras páginas de corrupção que escreveu “acordando cedo e trabalhando muito”.

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Como se não bastasse a crise

Que o Brasil precise de juros muito mais baixos para crescer mais velozmente ninguém discute, mas é impossível dizer com um mínimo de segurança, hoje, até onde o Banco Central (BC) poderá avançar, nos próximos 12 meses, nos cortes da taxa básica. A crise política interna é o principal fator de insegurança, mas a evolução do cenário externo também poderá dificultar as ações da autoridade monetária em Brasília. Um desses fatores é o aperto gradual da política de crédito nos Estados Unidos. Mais uma alta poderá ocorrer em junho, a julgar pela ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, muitos analistas apontam como provável uma segunda elevação antes do fim do ano. Quem decide sobre os juros no Brasil tem de incluir cada um desses movimentos em seus cálculos. Taxas mais altas no mercado financeiro internacional diminuem o espaço para redução no Brasil. Perdem com isso os empresários e os consumidores brasileiros.

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Sobre seletividade

O Estado de S.Paulo

26 Maio 2017 | 03h07

O PT e seus lambe-botas passaram meses protestando contra a Operação Lava Jato sob o argumento de que se tratava de uma “investigação seletiva” dedicada exclusivamente a “perseguir” Lula e a tigrada. Decepcionaram-se quando a evolução das investigações demonstrou que nenhum partido e nenhuma liderança política está imune à ação da Justiça. Agora, demonstrando que eles próprios também sabem ser seletivos quando lhes convém, os lulopetistas oferecem ao País uma vergonhosa exibição de hipocrisia quando incendeiam – em alguns casos, literalmente – a Esplanada dos Ministérios e os plenários do Senado e da Câmara dos Deputados com iradas manifestações de indignação diante da profunda crise em que o País está mergulhado, escamoteando o fato de que eles próprios têm enorme responsabilidade por essa crise, pois durante longos 13 anos foram os donos do poder, do qual foram apeados, com apoio maciço dos brasileiros, há apenas 12 meses. Os vândalos que botaram fogo e destruíram o patrimônio público numa “manifestação pacífica” a favor do “Fora Temer” e contra as reformas, bem como os senadores e deputados baderneiros que pelos mesmos motivos promoveram cenas de pugilato dentro do Congresso Nacional, cometeram essas barbaridades movidos por uma seletiva indignação contra a crise que eles próprios provocaram e agora procuram agravar em benefício próprio, pois alimentam a pretensão de voltar ao poder ressuscitando Luiz Inácio Lula da Silva.

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