Em dúvida sobre Temer, tucanos brigam entre si
O PSDB discute há 55 dias a hipótese de desligar o governo de Michel Temer da tomada. A distância entre a ameaça e sua concretização vinha impondo ao debate uma certa ponderabilidade humorística. Mas a coisa evoluiu do cômico para o trágico. Ainda em dúvida quanto à conveniência de quebrar o pau com o governo, os tucanos resolveram brigar entre si.
Aliados de Temer e Maia atuam para minimizar tensão entre o peemedebista e o democrata
Ponte para o futuro Aliados de Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entraram em campo para tentar amenizar o clima de tensão que agora permeia as relações do Planalto com o democrata. Temer ouviu de um de seus ministros que não seria bom, neste momento, alimentar um “ambiente de desconfiança”. Heráclito Fortes (PSB-PI), próximo a Temer e a Maia, diz que “não há nada pior do que dois amigos que brigam”. “Vou continuar trabalhando para que não haja divisão.”
Não é tão fácil - folha de SP
A prática recorrente das delações premiadas e o recurso indiscriminado à prisão preventiva parecem conferir às iniciativas contra a corrupção uma imagem de eficácia que, com o tempo, vai merecendo alguma qualificação. Três meses talvez não constituam prazo suficiente para avaliar o curso de investigações necessariamente tão complexas quanto as que hoje envolvem boa parte da classe política nacional.
Globo ainda não tem maioria para depor Temer; Maia jura não ajudar
Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra Michel Temer na CCJ, deve apresentar na tarde desta segunda o seu parecer na CCJ. Nove entre dez observadores apostam que, apesar da fragilidade da denúncia, ele lerá um texto favorável às Organizações Globo — e, pois, contrário ao presidente. Afinal, quando se está convicto, por que apresentar provas para depor o chefe do Executivo, né?
Mesmo derrotado, Temer será estorvo longevo
Michel Temer assumiu o lugar de Dilma Rousseff prometendo um governo de salvação e de união nacional. Denunciado por corrupção, tenta salvar a si próprio. E não sabe se conseguirá unir um pequeno grupo de aliados dispostos a livrá-lo da guilhotina. Precisa de 34 votos na Comissão de Constituição e Justiça e de 172 no plenário da Câmara.
O necessário prumo - O ESTADO DE SP
A atual situação econômica e política exige responsabilidade, especialmente de quem pode exercer influência direta sobre os rumos do País. São, portanto, descabidas as recentes declarações do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), flertando com um possível desembarque de seu partido do governo federal, como se os tucanos não estivessem umbilicalmente vinculados ao atual ocupante do Palácio do Planalto.



