O complô
SÃO PAULO - Temer é vítima de um complô, Aécio, de armação, e Lula, de perseguição. Se os três estão certos, seria preciso imaginar que diferentes braços do Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa foram todos contaminados por uma espécie de vírus do niilismo e abraçaram o temerário projeto de destruir as instituições republicanas, abatendo as lideranças dos principais partidos políticos do país.
Inventário de Marisa Letícia: patrimônio declarado do casal Lula da Silva é de R$ 11,7 milhões
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregaram à Justiça, na semana passada, informações sobre os bens do petista e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro deste ano. As informações fazem parte do inventário de Marisa. O patrimônio declarado do casal soma R$ 11,7 milhões.
Mais que um descuido
O Estado de S.Paulo
17 Outubro 2017 | 03h07
O País ainda engatinha no tratamento dado às delações premiadas. Na semana passada, vídeos com depoimentos de Lúcio Funaro, que integram um acordo de colaboração premiada que ainda está sob sigilo, foram publicados no site da Câmara dos Deputados.
Não à idolatria aos holofotes
*Aloísio de Toledo César, O Estado de S.Paulo
17 Outubro 2017 | 03h06
Com a posse da nova procuradora-geral da República abriu-se a esperança de que os promotores e procuradores de Justiça não percam de vista que o processo judicial para apuração de crimes deve ser dirigido ao juiz, com muita discrição, e não à opinião pública. Não é aceitável que se repita a conduta de aceitar como verdadeiras acusações revestidas de gravidade, mas que não estão acompanhadas das provas necessárias à sua comprovação. Acusações e alegações não constituem meios de prova, daí o risco de torná-las públicas.
Pobres saem do sufoco
O Estado de S.Paulo
17 Outubro 2017 | 03h10
As famílias de baixa renda, geralmente as mais prejudicadas quando os preços disparam, estão sendo beneficiadas pelo recuo da inflação. Aos poucos, e ainda com muito cuidado, voltam a diversificar as despesas, buscando no comércio algo além do essencial para a sobrevivência. Com alimentos menos caros, sobra mais dinheiro para outros bens e serviços. Elevam-se, portanto, os padrões de consumo. Apesar disso, o normal ainda é reclamar da vida, como se nada tivesse melhorado, mas o movimento nos shoppings e outros indicadores mostram um ambiente de maior animação. Além disso, as pessoas tendem a reconhecer mais prontamente a piora das condições de compras do que qualquer melhora na evolução dos preços. Mas aos poucos se acumulam os sinais positivos. Exemplo: nas lojas de produtos eletroeletrônicos, as vendas de televisores básicos têm crescido mais rapidamente que as de aparelhos mais sofisticados.
Sem controle, violência impõe mudança de hábitos
Num estado que registra, por dia, uma média de 13 assassinatos, 429 roubos de rua, 153 de veículos, 28 de carga e 21 a estabelecimentos comerciais, não surpreende que essa epidemia de violência, em meio a uma grave crise financeira, altere comportamentos, force mudanças em serviços importantes e imponha novas regras aos cidadãos.

