No dia de nova proposta de tarifaço, Trump exalta Flávio Bolsonaro nas redes sociais
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Na nova ofensiva de Washington, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial aberta contra o Brasil no ano passado com a proposição de novas tarifas de 25% com quase 80 páginas de exceções previstas.
O processo ocorreu no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A eventual adoção de sanções será avaliada em um segundo momento. Entre atos, políticas e práticas "irrazoáveis" do governo brasileiro listadas pelos americanos está o sistema do Pix.
O post de Trump vem à tona poucas horas após Flávio Bolsonaro tentar se desassociar das novas tarifas propostas pelos EUA. Em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, o pré-candidato do PL declarou que a perspectiva de uma vitória da oposição nas urnas em outubro deveria ser levada em conta por Trump.
"Eu pedi expressamente 'não taxem as empresas brasileiras'. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual", afirmou Flávio.
A reunião entre o filho 01 de Jair Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos ocorreu no último dia 26 na Casa Branca, em Washington, após dias de incerteza no próprio entorno bolsonarista sobre a viabilidade da agenda, que acabou se confirmando.
A publicação no Truth Social ocorre exatamente uma semana após a visita. Desde então, o governo dos EUA também adotou uma medida defendida pelos Bolsonaro: a equiparação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas no escopo da lei americana.
Em resposta à conclusão da investigação do USTR, o governo Lula divulgou uma nota na qual classificou a proposta de novas tarifas como "injustificáveis" e falou em "sabotagem" por parte dos Bolsonaro.
"É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares", afirma o comunicado.

