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Master: ministros do STF discutem saída alternativa para Vorcaro

Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura — Rio e Brasília / O GLOBO

 

 

 Já Nunes Marques e Gilmar, bem mais ligados ao Congresso e ao Centrão, estariam inclinados a acolher pedidos da defesa de investigados e réus.

 

Atalho para Kassio

Kassio Nunes Marques, aliás, era a torcida da defesa de Vorcaro para assumir a relatoria de uma ação protocolada em novembro do ano passado para derrubar a prisão que havia sido determinada pela Justiça Federal de BrasíliaOs advogados do banqueiro pediram que o processo fosse encaminhado por prevenção ao ministro , relator da Operação Overclean no STF, que apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos na execução de emendas parlamentares.

 

A defesa alegou ao Supremo que a Justiça Federal não era o foro competente para cuidar das investigações do Master por conta de um contrato imobiliário apreendido pelos investigadores que menciona uma empresa do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).  O argumento utilizado para tentar mandar o caso Master para Nunes Marques foi que, “de acordo com notícias jornalísticas”, Bacelar também seria investigado pela Overclean. A defesa menciona uma reportagem publicada pelo site Bahia Notícias, intitulada “Com prefeito afastado pela Overclean, Boquira recebeu mais de R$ 8 mi em emendas parlamentares”.

 

A reportagem, publicada em junho de 2025, faz uma única menção a Bacelar para informar que ele está entre os parlamentares que destinaram recursos ao município – R$ 575 mil via emendas Pix. “O reclamante [Vorcaro] não conhece detalhes das investigações da Operação Overclean, cujos autos estão em sigilo, mas aparentemente existem instrumentos jurídicos referentes a operações comerciais similares (operações imobiliárias), com registros encontrados de forma semelhante em cumprimento de medidas de busca e apreensão, e investigados comuns, o que sugere uma possível correlação dos feitos”, alega a defesa.

 

 

Sorteio

Em uma análise preliminar, a presidência do Supremo, porém, considerou que o caso Master não tinha ligação com a Overclean e determinou o sorteio eletrônico entre os integrantes da Corte, o que fez o caso parar nas mãos de Toffoli. O ministro acabou deixando a relatoria do caso no mês passado, em meio a uma crise institucional sem precedentes na história recente do STF. Toffoli se afastou das investigações após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregar pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, um documento de 200 páginas listando indícios de conexões entre Vorcaro e Toffoli que poderiam levar à sua suspeição – como por exemplo o pagamento de R$ 35 milhões do banco de Vorcaro por uma fatia do resort Tayaya, do qual o ministro admitiu ser sócio.

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