O maior temor no STF com a segurança no julgamento da trama golpista
Por Malu Gaspar / O GLOBO
A principal preocupação do Supremo Tribunal Federal (STF) com a segurança no julgamento da trama golpista, que começa hoje, não é com novas invasões coletivas, como no 8 de janeiro, e nem com manifestações. A chefia da segurança do tribunal considera que esse tipo de risco já será mitigado com o aumento do efetivo, uso de drones, bloqueios e monitoramento das vias próximas.
Mas o temor que ainda existe é o do ataque de um “lobo solitário” — ou, como vem sendo chamado internamente, de um “rato solitário”.
Não só em razão do trauma deixado pelo episódio em que um homem se explodiu na frente do Supremo, em novembro do ano passado, mas também por um fato recente.
No final de semana, a Polícia Civil do DF prendeu um homem de 52 acusado de tentar invadir o prédio do STF dias antes.
"Durante as investigações, realizadas pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), foram obtidos diversos indícios de que o homem planejava ações extremistas”, informou uma nota da polícia. “O homem foi abordado, resistiu à prisão e desacatou os policiais, sendo necessário o uso moderado da força”.
Ainda segundo a polícia, foram encontrados na casa dele bilhetes que confirmariam "intenções violentas", um artefato para construção de uma bomba caseira, um casaco de uso exclusivo da polícia militar do DF, um celular e um computador.
Justamente para mitigar esse risco, haverá revistas em malas, mochilas e bolsas.

