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Não vejo crime de Bolsonaro na embaixada

Por Merval Pereira / O GLOBO

 

Cada novidade que surge em torno de Bolsonaro é sempre ruim para ele - ou está fugindo, ou mandou dinheiro para fora, ou vendeu joias. Mas ainda não me convenci de que o fato de ter passado dois dias na embaixada da Hungria seja motivo de prisão.

 

Evidente que fica claro que ele pensou em pedir asilo, mas é um direito dele; ninguém pode impedi-lo. Ele pode dormir onde quiser, na casa de quem quiser. É uma atitude lamentável, ridícula, que o incrimina, uma situação esdrúxula, mas não vejo implicação criminosa.

 

Vejo como mais uma situação esquisita de uma figura que a cada dia se desvaloriza mais, porque está sempre metido em alguma coisa que não se explica direito.

 

Na ditadura militar, as principais embaixadas ficavam, com policiais próximos, para impedir que algum político ou acusado de subversão entrasse. Mas numa democracia, não é assim que funciona, as pessoas podem ir para onde for.

 

A ideia de pedir asilo, por parte dele, é dizer que é um perseguido político, mas para a sociedade, é uma pessoa fugindo da justiça. Politicamente é ruim para Bolsonaro, mas não vejo crime neste caso.

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