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Igual, mas diferente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descobriu, neste ano inicial de terceiro mandato, que a política brasileira passou por pelo menos duas mudanças expressivas desde que ele deixou o Palácio do Planalto em 2010.

Por outro lado, o desempenho da economia revelou-se melhor do que o esperado, com um crescimento do Produto Interno Bruto que deve se aproximar de 3%, inflação estável e as menores taxas de desemprego desde 2014.

Diante desse quadro, a melhor explicação para a rejeição elevada para esta altura do mandato parece estar na permanência de uma polarização acentuada. Com efeito, o perfil dos entrevistados que aprovam e desaprovam o petista espelha o dos eleitores que, respectivamente, votaram nele e em Jair Bolsonaro (PL) no último pleito.

A estridência golpista cedeu lugar à normalidade institucional, mas, por baixo dessa calma aparente, cristalizaram-se posições ideológicas em franco contraste.

Ressalte-se, por fim, um aspecto significativo da economia política. O governo, apesar de ter promovido em 2023 gastança de mais de dois pontos percentuais do PIB na comparação com 2022, de ter aumentado em 80% o desembolso real com o Bolsa Família e elevado o salário mínimo também acima da inflação, segue com a popularidade estável em relação à eleição.

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