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Piscinão de Roma - ISTOÉ

PISCINA NA ROMA ANTIGA

 

 

 

Arqueólogos italianos anunciaram, no último dia 10 de setembro, a descoberta de um complexo de piscinas monumentais nas proximidades de Roma, emocionando os cientistas. Construída no século 4 a.C, a edificação tem cerca de 2300 anos e fica entre a Via de Malafede e Via Ostiense, região que foi de extrema importância durante o Império Romano, por ligar Roma a Ostia. A estrutura encontrada possui mais de 48 metros de comprimento e 12 de largura. A grande dimensão do sítio arqueológico despertou a curiosidade sobre sua utilidade, visto que sua existência transcende milênios. Os pesquisadores acreditam que as piscinas fariam parte de um aqueduto para abastecer as principais cidades da região.

 

Segundo o jornal italiano La Repubblica, a Superintendência Especial de Roma coordena pesquisas no local desde junho de 2019 e já escavou mais de 20 mil metros quadrados. O foco dos pesquisadores é coletar o máximo de informações antes que haja uma degradação da área ou até saques promovidos por moradores da região. A sociedade romana da época em que as piscinas foram construídas tinha uma relação muito intensa com obras no setor hídrico, como a construção de aquedutos, mas os pesquisadores ainda investigam a exata função da edificação.

Os romanos dominavam a utilização dos aquedutos, galerias subterrâneas ou na superfície que serviam para escoar a água e atender sua população, uma vez que o abastecimento era crucial para as atividades cotidianas. Sendo assim, a água era canalizada em condutores e o declive permitia que ela fluísse livremente, passando por um reservatório de decantação responsável por separar as impurezas e em seguida era transportada para tanques de distribuição.

“Nesse período do século 4, Roma começou a ter influência e iniciou seu processo de desenvolvimento. Provavelmente, as edificações descobertas foram pensadas para auxiliar a sociedade nesse momento de construção dos aquedutos na cidade”, afirma Julio Cesar Magalhães, historiador da USP e especialista em Roma. “Mesmo assim, ainda não é possível concluir qual sua utilidade real”, completa.

Para a Paula Braga, coordenadora do curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), as construções da cidade foram feitas para atender as necessidades básicas da população. “Além dos métodos construtivos, estas estruturas, fontes, aquedutos e termas eram consideradas obras monumentais, à exemplo dos espaços destinados aos espetáculos, circos e teatros”, afirma. Resta saber o que os estudos arqueológicos ainda revelarão acerca da vida em Roma milênios atrás.ISTOÉ

 

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