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Bolsonaro e a nova ordem de comunicação política

Em artigo sobre as eleições deste ano, o jornalista Demóstenes Batalha avalia o modelo de campanha implantado pelo presidente eleito. Confira:

A visão profissional das eleições me esclarece que a forma do político se comunicar com seu público mudou . Bolsonaro saltou de 212 mil seguidores no Facebook, em 2014, para os atuais oito milhões.

Bolsonaro, com seu discurso, você gostando ou não, atraiu para si um público fiel, que o seguiu e trabalhou em sua campanha. Juntando todas suas redes sociais, são mais de 17 milhões de seguidores.

Fez o segundo turno de dentro de casa, sem debate, sem coletiva, sem palanques e se consagrou vitorioso.

Acredito ter sido a campanha vitoriosa para presidente mais barata, desde a redemocratização, além de dar recados para as próximas eleições, como o dinheiro do fundo partidário, quando foi eleito sem esse recurso – será que precisa tanto?!

Outro recado são para as alianças para o tão disputado tempo de TV, quando Geraldo Alkimin no primeiro turno teve o maior tempo e nem perto do segundo turno conseguiu chegar. Enquanto isso, o presidente eleito tinha apenas um minuto.

Então, foi notório que as redes sociais foram o fiel da balança para a decisão dos votos de muitos eleitores, foi um ambiente de intensas disputas de anônimos, foi onde as ideias e projetos dos candidatos tiveram suas credenciais para entrar na consciência dos brasileiros.

A potência das redes e o novo modelo de se fazer campanha no Brasil apontaram para uma reforma, quando outsiders tiveram espaço e candidatos que não tinham tempo de TV, conquistaram espaços no online a custo zero.

Acredito nessa nova ordem de comunicação política, diante de uma nova massa politizada pela redes, e não mais somente pelos livros ou pelas mídias tradicionais.

Aguardemos como estará esse cenário em 2020.

Demóstenes Batalha, jornalista e estudante de Direito COM BLOG DO ELIOMAR

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