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Heitor Férrer cobra conclusão das obras de transposição do rio São Francisco

Deputado Heitor FérrerDeputado Heitor FérrerFoto: Paulo Rocha

 
O deputado Heitor Férrer (SD) cobrou, nesta terça-feira (10/07), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, uma mobilização pela conclusão das obras de transposição das águas do rio São Francisco para o Ceará. “Se não houver determinação de nossa bancada federal, dos nossos senadores da República e do nosso governador essa obra não virá”, avaliou.

Segundo  o parlamentar, a obra foi prometida pelo então presidente Lula desde 2007. “Onze anos que essa promessa foi feita ao povo brasileiro, aos nordestinos e, principalmente, ao Ceará com festas e mais festas”, disse.

Orçada em R$ 4,1 bilhões, conforme o parlamentar, já consumiu  R$ 12 bilhões, quantia muito inferior ao que foi gasto para a realização de eventos como a Copa de 2014 e Jogos Olímpicos. “Diante do que se gastou na Copa de 2014, que foi R$ 30 bilhões, R$ 12 bilhões é um troco que se gastou do povo para se fazer aquele circo aqui. Não bastasse R$ 40 bilhões das Olimpíadas. A transposição virou uma migalha. E é de muito maior interesse público”, considerou.

Com base em informações da imprensa, citou que várias vezes a conclusão do empreendimento foi prometida. “Esperamos essa obra desde 2011, mas foi prometida ano a ano pelos nossos administradores e nada”, reiterou.

Em aparte, o deputado Sérgio Aguiar (PDT) endossou o apelo de Heitor  Férrer ao Governo Federal, com relação à transposição do São Francisco. Ele ressaltou a contribuição que deu a Comissão Especial de Acompanhamento da Transposição das Águas da Transposição do Rio São Francisco, criada na Assembleia  Legislativa e a cobrança que fez aos órgãos responsáveis pela obra. “Mas, infelizmente, não se conseguimos com que as águas chegassem ao Ceará”, lamentou.

O deputado Carlos Felipe (Pcdo) afirmou que a situação vem sendo postergada por muito tempo. O parlamentar lembrou que a obra começou na gestão do ex-presidente Lula e chegou a 95% no governo Dilma Rousseff. “E 10% não pôde ser feita em dois anos?”, questionou. Segundo ele, se não fosse o empenho do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos com a perfuração de poços e a construção de adutoras, “o Ceará não teria suportado. Foi posto em xeque”, observou.

LS/AT

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