Fernando Hugo comenta apreensão de dinheiro de ex-ministro
Deputado Fernando HugoFoto: Paulo Rocha
De acordo com Fernando Hugo, a notícia é uma “bomba atômica, que torna a fotografia que temos do Brasil de hoje ainda mais suja”. Ele salientou que a situação pede uma reflexão sobre onde o Brasil irá parar.
Para o parlamentar, o desastre econômico atual não foi plantado pelo grupo político do presidente Michel Temer. “O povo precisa saber que essas malas de dinheiro não surgiram do nada, e lembrar que esse Geddel atuou no governo de Dilma Rousseff e foi figura exemplar durante o mandato de Lula”, acrescentou.
Ele reforçou a necessidade de uma análise fria da situação, e afirmou que o Brasil está fatiado à custa de mentiras. “Quando Temer assumiu o governo já estava falido, resultado da era Dilma. E quando Dilma assumiu, o governo já sentia as dores, consequência da gestão desleixada de Lula”, pontuou.
Fernando Hugo criticou ainda a passagem de Lula pelo Nordeste, e o modo como nenhum procurador eleitoral se manifestou em relação a essa campanha antecipada. Ele também comentou sobre o regime militar, instalado no Brasil em 1964.
Na visão do deputado, apesar de controverso e de não concordar com os métodos utilizados, o regime militar proporcionou um salto de qualidade no tocante ao desenvolvimento do País, além de propagar um código moral e ético que teve uma boa repercussão na população. “Se o comunismo tivesse vingado naquela época, hoje não teríamos a liberdade que temos hoje em dia”, disse.
Em aparte, o deputado Lucílvio Girão (PP) citou o último presidente do regime militar João Batista Figueiredo. De acordo com ele, Figueiredo “previu” o que aconteceria com o País, com a abertura democrática. “Ele afirmou que teríamos tanta democracia, que isso provocaria a disputa por poder, roubalheira, matanças e uma inevitável guerra civil. Nesse momento, o povo viria às ruas pedir a intervenção dos militares novamente”, disse. Para Lucílvio Girão, o regime militar não era “excepcional, mas essa corrupção toda que vemos hoje não existia”.
PE/AT
Informações adicionais
- Fonte:Agência de Notícias da Assembleia Legislativa / ILO SANTIAGO JR

