Capitão Wagner cobra funcionamento integral do hospital de Quixeramobim
Deputado Capitão WagnerFoto: Máximo Moura
Conforme o deputado, a Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), organização social responsável pela administração de Unidades de Saúde no Ceará, já recebeu cerca de R$ 17 milhões repassados pelo Governo Estado para que os serviços estivessem funcionamento em sua totalidade. “A gente não sabe onde esse dinheiro está indo já que o cronograma não está sendo cumprido”, ressaltou. O parlamentar comunicou que vai denunciar o caso ao Ministério Público do Estado (MPE).
Ainda de acordo com Capitão Wagner, não foram convocados e nem nomeados os aprovados no último concurso realizado em 2014. “Além disso, o que estamos vendo é falta de vontade política”, avaliou.
Em aparte, o deputado Odilon Aguiar (PMB) destacou a importância do hospital não só para a cidade de Quixeramobim, mas para a região do Sertão Central. “Esse equipamento foi concebido para atender várias regiões. É lamentável já que o equipamento era para estar funcionando há mais de dois anos”, endossou. Segundo ele, a não conclusão do hospital vem aumentando as filas das unidades em Fortaleza.
O deputado Carlos Felipe (PCdoB) afirmou que a saúde é uma das coisas que mais aflige as pessoas. Disse que o maior problema na área é o subfinanciamento, sobretudo em escala federal, e não somente a gestão. “Enquanto o Governo Federal, seja o governador que for, não colocar investimentos nas policlínicas, nos hospitais polos e regionais, nenhum governador vai resolver o problema de saúde do Ceará”, opinou.
O deputados Carlos Matos (PSDB) disse que é preciso que os parlamentares da base devem cobrar do Governo do Estado e não na tribuna. Segundo ele, vários equipamentos foram construídos e nada se fala. “Construiu (Governo) castelos sem ter como financiar e todo mundo fica olhando, querendo transferir para União como se a questão fosse financiamento apenas”, afirmou, reforçando a tese de que há má gestão dos recursos.
O deputado Tomaz Holanda (PPS) esclareceu que o hospital vai atender pacientes de alta complexidade como foi concebido, porém alegou falta de condições para mantê-lo operando na integralidade. “Para funcionar de forma integral tem que ter em torno de R$ 20 milhões e é complicado com a situação econômica do País”, disse.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) disse que o fato de Governo do Estado estar pagando em dia os servidores não é um favor e sim uma obrigação, como alegam parlamentares da base governista. Ele criticou o discurso dos opositores ao Governo Federal a quem tentam colocar a culpa pelos problemas, sobretudo da saúde. “Passaram 12 anos no Poder e todo tipo de maracutaia aconteceu no Brasil e agora querem jogar toda culpa para o atual Governo”, observou.
LS/AT
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- Fonte:Agência de Notícias da Assembleia Legislativa / ILO SANTIAGO JR

