Sargento Reginauro denuncia violência e critica usina de dessalinização
Por Narla Lopes / ALECE
Deputado Sargento Reginauro (União) - Foto: Junior Pio
No primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta terça-feira (03/10), o deputado Sargento Reginauro (União) expressou sua indignação com a violência em Fortaleza. Ele citou um caso que ocorreu hoje, de uma trabalhadora que foi assassinada brutalmente ao reagir a um assalto quando saía de casa.
Ao destacar que os cearenses vivem uma guerra diária, o parlamentar cobrou ação do Governo Estadual. “O governo tem que resolver esse problema, se precisar de ajuda, que peça”, afirmou.
O deputado também comentou o relatório “População em Situação de Rua”, elaborado pelo Governo Federal e publicado neste mês, mostrando que a população em situação de rua no Ceará aumentou seis vezes em sete anos. “É o Ceará seis vezes mais pobre e lascado. Essa é a realidade que enfrentamos no Estado”, declarou.
O parlamentar ainda criticou a declaração do governador do Estado, publicada na mídia cearense, de que poderia mudar o local onde será instalada a usina de dessalinização da água do mar, em Fortaleza, se a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apresentar estudo técnico que comprove a existência de risco para o funcionamento do hub de cabos submarinos de fibra óptica. “O governador não sabe que a Cagece pagou cinco milhões de reais pela consultoria de uma empresa referência no mundo que disse: ‘Ali não’. É um absurdo que um governador do estado faça uma declaração dessas”, lamentou.
Na opinião do parlamentar, o assunto é muito delicado e pode afetar a internet de 99% do Brasil. Ele também observou que a água ficaria mais cara após a instalação da usina de dessalinização e que todo o Estado pagaria pelo consumo de apenas 30% da população de Fortaleza.
O deputado também convidou toda a população para participar da Marcha Pela Vida, na Praça Portugal, a partir das 16h, em Fortaleza, no próximo dia 12 de outubro.
Em aparte, o deputado Queiroz Filho (PDT) reforçou que a água já está mais cara, pois a Cagece reajustou a tarifa em janeiro em 3,75% e agora em mais 14,39%, totalizando quase 18% de aumento só no ano de 2023, sem nenhuma justificativa plausível.
Já o deputado Felipe Mota lembrou os 20 anos da criação do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop), no governo de Lúcio Alcântara, e defendeu que, diante dos dados sobre o aumento do número de moradores de rua, a Casa iniciasse uma discussão para saber se o Fecop ainda atende necessidades da população cearense ou se é preciso criar um novo programa. Ele também questionou se não seria justo que as empresas de cabos submarinos pagassem algum royalty para o estado do Ceará, por usarem o território.
Edição: Adriana Thomasi

