Dra. Silvana critica tramitação acelerada da proposta de reforma tributária no Congresso
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputada Dra. Silvana (PL) - Foto: Junior Pio
A deputada Dra. Silvana (PL) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira (11/07), a rapidez com que a proposta de reforma tributária foi aprovada na Câmara dos Deputados. Em sua avaliação, muitos parlamentares “votaram de forma açodada, sem saber o que estavam votando”.
De acordo com a parlamentar, não é possível alguém ler e estudar 142 páginas do projeto “da noite para o dia”, para decidir o futuro tributário do país. Neste sentido, Dra. Silvana defendeu o voto contrário do deputado federal Dr. Jaziel (PL-CE) à proposta, por falta de tempo hábil para estudar os detalhes do projeto. “O voto tem que ter muita responsabilidade. Eu sou a favor de reforma tributária e o Jaziel também, mas a gente tem que saber o que está votando”, afirmou.
Na avaliação de Dra. Silvana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) não errou ao apoiar a matéria, pois “essa proposta para São Paulo está bem redondinha”, pois beneficia as indústrias, setor forte naquele estado. No entanto, a bancada do Ceará precisa se mobilizar e pressionar o Senado Federal para avaliar a taxação de serviços, que deve ser aumentada. “Aqui o que é bate pesado é serviço, que geram mais de 70% dos empregos que temos. Aumentar a tributação dessa fatia é perverso. Temos que encontrar um caminho que não se penalize quem gera serviços, que já paga imposto demais”, assinalou.
A deputada defendeu ainda a participação das casas legislativas nas sugestões de alterações da proposta, bem como é necessária a participação popular. “Se o povo não participa, tem risco nisso sim. Desrespeita o Legislativo. Represento o meu Estado e vou defender o que penso. Se voto da noite pro dia, sem saber o que é, o povo cobra depois, e estão corretos”, disse.
A deputada repudiou ainda um ato criminoso contra a igreja em Uruoca. Segundo ela, pichações foram feitas nos muros do templo com ataques e insultos à religião, e ele mesmo irá à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) pedir um posicionamento sobre o acontecido. “Algo tem que ser feito. A fé precisa ser respeitada. As pessoas precisam ser respeitadas. Nunca ouvirão insulto da boca dessa crente. Aprendi a respeitar as pessoas, independente da sua opção sexual”, disse.
Edição: Adriana Thomasi

