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Felipe Mota cobra do Governo do Estado melhorias na Pefoce

Por Luciana Meneses / ALECE

 

Deputado Felipe Mota (União) - Foto: José Leomar

 

O deputado Felipe Mota (União) cobrou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (05/07), que o governo do Estado atenda a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação ao número de peritos necessários para a Perícia Forense do Estadodo Ceará (Pefoce).

Conforme explicou o parlamentar, a ONU recomenda para o Ceará um total de 1.837 peritos para os seus 9.187.103 habitantes, mas essa não seria a realidade do Estado. “Atualmente, a Pefoce tem um total de 449 cargos vagos, entre médicos perito legistas, perito legista, perito criminal e auxiliar de perícia, mesmo após nomear a primeira turma de aprovados no concurso realizado em 2021. Não temos pessoal suficiente para executar o trabalho da forma como é necessária”, salientou. 

Felipe Mota acrescentou ainda que há a expectativa do anúncio de implantação de núcleos regionais no interior do Estado, mas que não adianta investir em prédios se não tem profissionais qualificados suficientes. “Temos vários municípios aguardando núcleos, como Sobral, Juazeiro, Quixeramobim, Iguatu, Canindé, Tauá, Crateús, Guaraciaba do Norte, Russas, Itapipoca e Acarape. Então, peço ao governo que antes de implantar os núcleos, organize primeiro o pessoal, pois tem pessoas com desvio de função por falta de profissional. Falta viatura, equipamento e gente. Só prédios não vão atender a demanda do nosso Estado”, apontou.

Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) corroborou com o colega parlamentar e ressaltou a urgência na melhoria do serviço da Pefoce, visto a importância desse órgão para a segurança pública. “O crime trabalha com inteligência e estrutura. E isso impacta diretamente na sensação de segurança da população. A resolutividade de crimes do Estado é baixa e como manter criminosos presos se não conseguimos provas? Se encontra a vítima, se encontra o projetil, mas quem fará o estudo para saber de que arma saiu?”,questionou

Já o deputado Queiroz Filho (PDT) chamou atenção para a demora em alguns procedimentos. “Muitas vezes, acompanhamos a demora no recolhimento desses corpos para serem levados até o IML e o tempo que levam lá dentro. É visível a necessidade de profissionais”, opinou.

Edição: Adriana Thomasi 

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