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Lira diz que aprovação de regra fiscal na Câmara foi sinal de 'amadurecimento'

Por Alice Cravo — Brasília / O GLOBO

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). afirmou nesta quarta-feira que a aprovação do texto arcabouço fiscal em plenário na noite de ontem foi uma demonstração de "amadurecimento do parlamento". Lira ressaltou que tem defendido que pautas como a Reforma Tributária e o marco fiscal sejam "desconectadas" da relação governo e oposição. Placar na Câmara foi de 372 votos a favor e 108 contra.

 

– A Câmara ontem deu mais uma vez uma demonstração de amadurecimento do parlamento, como nós sempre defendemos, que o arcabouço, como a reforma tributária, elas sejam desconectadas dessa relação de governo e oposição. São matérias de país, são matérias de estado, de organização política-administrativa-econômica.

 

Lira afirmou que o debate sobre o marco fiscal foi "bastante amadurecido" e que o texto estava equilibrado. O presidente da Câmara pontuou que somente os "extremos" não participaram da votação do projeto.

 

– A votação expressiva da urgência e do mérito dão a esse texto a condição de amadurecido, um texto equilibrado, onde só os extremos não participaram da votação. Então, gente entende que a contribuição que o parlamento deu como sempre foi de muita valia para o aprimoramento do texto

 

Passada a votação do novo marco fiscal, Lira afirmou que a Casa irá direcionar a atenção a aprovação da Reforma Tributária.

 

– Após o arcabouço, iremos focar nossas atenções, lógico, a uma reforma tributária para todos, justa, simplificada, mas próspera.

 

O presidente da Câmara também sinalizou que o Congresso não irá rever pautas já aprovadas pela Câmara e pelo Senado, como o a privatização da Eletrobras.

 

– O Congresso Nacional foi eleito na eleição do ano passado um Congresso, como todos sabem, com perfil liberal e conservador. Ele destoa da realidade da eleição do segundo turno, e nós sempre frisamos isso com muito cuidado. [..] Não será o presidente Pacheco ou o presidente Arthur Lira que vai ter voto nos plenários para rever temas que foram aprovados há um ano, dois anos com muita discussão. Capitalização da Eletrobras, Banco Central independente, marco do saneamento.

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