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Dra. Silvana quer CPI para investigar ‘máfia da ortopedia’

Deputada Dra. SilvanaDeputada Dra. SilvanaFoto: Paulo Rocha

 
A deputada Dra. Silvana (PL) afirmou, durante o primeiro expediente da sessão plenária presencial e remota realizada na manhã desta quinta-feira (10/09), que vai solicitar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o que define como “máfia da ortopedia”. Segundo ela, profissionais médicos da rede pública estariam cooptando pacientes da rede pública em espera por cirurgia para “colegas” da rede privada, cobrando altos valores.

A parlamentar comentou o caso envolvendo um rapaz de 20 anos, do  município de Tianguá, que foi atropelado por caminhão e precisa fazer uma cirurgia no braço. Segundo a deputada, a  primeira parte do procedimento foi realizada de forma eficaz pela rede pública, e o rapaz agora aguarda transferência para o Instituto José Frota (IJF), em Fortaleza, para finalizar o procedimento.

“O rapaz foi procurado por um médico, que disse que ele poderia esperar mais de um ano nessa fila, e propôs que por um valor, entre R$ 21 mil e R$ 30 mil, para um ‘colega’ realizar o procedimento, pela rede privada, em Sobral. O médico informou que a cirurgia era urgente e que deveria ser realizada no prazo de 15 dias”, explicou.

Dra. Silvana questionou a postura desses profissionais que cooptam pacientes nos corredores do  Sistema Único de Saúde (SUS) e propôs uma investigação para descobrir, entre outras coisas, quem são eles, e os motivos que levam os pacientes a serem atraídos para esses esquemas.

A deputada lembrou que essa “máfia da ortopedia” não é algo novo, e que o Ceará já foi palco de escândalo envolvendo o desvio de R$ 1,8 milhão. “Falta fiscalização efetiva e cadeia para esses infratores. Minha proposta é que, com essa comissão, possamos chegar ao fundo dessa questão. É inadmissível se pressionar a população a pagar por uma coisa caríssima que é custeada pelo Estado”, criticou.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) considerou que a CPI poderia ser uma comissão especial, ou comitê, nos moldes do Comitê Cearense de Prevenção de Homicídios na Adolescência, formado por parlamentares e representantes de entidades da saúde, sejam civis, do Estado ou município.

“Poderíamos realizar estudos e chegar aos gargalos que impedem ou atrasam as cirurgias, assim como chegar até esses profissionais e ir além, atuando de forma propositiva no sentido de engajar parlamentares e até o Estado na melhoria desse serviço e na punição dos infratores”, observou.
PE/AT

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