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PF faz buscas contra governador do Acre em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro

Pepita Ortega / o estado de sp

16 de dezembro de 2021 | 10h29

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O governador do Acre, Gladson Cameli (PP). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Polícia Federal abriu na manhã desta quinta-feira, 16, uma operação para investigar supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do Governo do Acre. Entre os alvos das buscas cumpridas no âmbito da ofensiva está o governador Gladson Cameli (PP).

Um efetivo de 150 agentes da PF e de 10 auditores da Controladoria-Geral da União cumprem 41 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão nas cidades de Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Manaus (AM) e Brasília (DF). Entre os endereços vasculhados pela PF estão o escritório do governador, o Palácio Rio Branco (sede do governo estadual) e a Secretaria da Casa Civil.

 

As ordens foram expedidas pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça. A magistrada ainda determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 7 milhões nas contas dos investigados, além do sequestro de veículos de luxo que teriam sido ‘adquiridos com o proveito dos crimes’.

Além disso, a corte decretou medidas cautelares diversas da prisão contra alguns dos investigados, incluindo ordens de afastamento da função pública, a proibição de acesso a órgãos públicos e o proibição de contato.

A ofensiva foi batizada de Operação Ptolomeu em referência ao apelido utilizado por um dos principais operadores do esquema suspeita e à cidade natal de grande parte dos investigados.

“Ptolomeu foi um cientista, astrônomo e geógrafo de origem grega, que primeiro catalogou a Constelação do Cruzeiro do Sul em seu livro Almagesto, produzido no século II”, explicou a corporação.

Segundo a PF, as investigações identificaram um ‘grupo criminoso, controlado por empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano, que atuavam no desvio de recursos públicos, bem como na realização de atos de ocultação da origem e destino dos valores subtraídos’.

“A apuração reuniu vasto conjunto de elementos probatórios que demonstram o aparelhamento da estrutura estatal, com a finalidade de promover diversos crimes contra a administração pública”, diz a corporação.

As apurações da CGU indicam ainda que as empresas supostamente ligadas ao tem um grande volume de contratos com o poder público. “O valor total empenhado para sete empresas foi de R$ 142 milhões durante o período analisado, sendo R$ 17 milhões oriundos de convênios federais e repasses do SUS e do FUNDEB”, informou a PF.

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Os investigadores dizem ter identificado dezenas de transações financeiras suspeitas em contas correntes, pagamentos de boletos de cartão de crédito por ‘laranjas’, além de transações com imóveis de alto valor e aquisições subfaturadas de veículos de luxo.

O inquérito também verificou ‘a prática constante de altas movimentações de valores em espécie, inclusive com uso do aparato de segurança pública’, diz a PF.

A corporação também aponta que os valores movimentados pelos investigados ultrapassam R$ 800 milhões, ‘montante totalmente incompatível com seu patrimônio e atividade empresarial’.

Veja as imagens da Operação

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

Operação Ptolomeu. Foto: Polícia Federal

COM A PALAVRA, O GOVERNADOR

A reportagem busca contato com o governador. O espaço está aberto para manifestações.

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