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Com 6 mil demitidos, Argentina encerra convênios com universidades

BUENOS AIRES - O ministro da Modernização argentino, Andrés Ibarra, confirmou mais de seis mil demissões na máquina pública e anunciou um decreto para encerrar convênios com universidades. O presidente Mauricio Macri vem fazendo uma faxina no setor público para cortar gastos e diminuir o tamanho do Estado após um inchaço nas contratações no período final do kirchnerismo. De acordo com Ibarra, o Estado emprega atualmente um total em torno de 450 mil pessoas. Dos 65 mil contratados nos últimos três anos, 24 mil passam por auditorias e revisões de suas funções. Segundo Ibarra, 6.200 já foram demitidos. Lideram a lista o Ministério do Interior, com ao menos 1.340. O Ministério da Energia tem 940 demitidos, e a Secretaria Geral da Presidência mais de 570.

— Não falamos de despedidos. Estamos ordenando um sistema herdado. Não fomos nós que fizemos contratações erradas, ou somos pessoas que cobram salário sem nem trabalhar. Nas universidades, os funcionários que não se apresentarem ao trabalho até o fim de fevereiro saem. Se as revisões comprovarem a utilidade para a função, seguem.

— Se existem acordos suspeitos ou situações fraudulentas após a auditoria, os funcionários têm a obrigação de denunciar — disse Ibarra disse a repórteres, acrescentando o governo antecipará processos de aposentadorias em curso. — Também revisaremos 11 mil concursos lançados desde junho passado, além da contratação de 46 mil linhas telefônicas para funcionários do Estado.

Neste convênios, as universidades recebiam recursos alocados para contratações diretas, além de lançarem com mais facilidades concursos públicos.

Segundo Ibarra, a intenção é constituir “um Estado moderno e forte para ser transformador”.

— Não podemos marionete a serviço da política mal feita. Queremos revalorizar o funcionário público e a hierarquia.

Militantes kirchneristas e manifestantes ligados aos setores afetados pelos cortes chegaram a protestar contra o novo governo na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada. Em mensagem de vídeo, a ex-presidente criticou declarações recentes do ministro das Finanças, Alfonso Prat Gay, que chamou o excesso de funcionários públicos de “gordura militante”.

— Não vejam isso como insulto. Os membros do novo governo acham que a política não serve para nada, porque eles vêm das corporações. O importante é que expliquemos a eles que devemos defender o salário, o trabalho, as universidades — criticou Cristina Kirchner.

 

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