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Errei, mas não paguei o mico. Tanto é assim que eu posso corrigir

Mosquitoa de Dilma

Olhem aqui, vi a página do governo com aqueles mosquitos que estão voando lá. Achei que fosse uma invasão, ué, coisa de hacker. Escrevi a respeito. É claro que não vou eliminar aquele post. Só acrescentei lá a devida advertência de que está errada a informação de que se trata de invasão. Mas não. É política de marketing do governo. Agora eles estão naquela de “vamos assumir nossos problemas” — desde, claro!, que fique evidente que o dito-cujo “nos” pertence e que eles não têm nada com isso.

 

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Mais: como se nota, há a sugestão mais do que evidente de que o Aedes Aegypti só se espalhou por culpa desses brasileiros imprudentes.

Sobrevoe bairros de ocupação antiga que estejam passando por transformações econômico-urbanísticas, como o Ipiranga, por exemplo. Vejam lá o que há de propriedades abandonadas, indústrias e estabelecimentos comerciais fechados. As respectivas caixas d’água, muitas vezes, estão lá, sem tampa, só à espera da chuva.

Uma política nacional a respeito do assunto, que está com 20 anos de atraso, deveria ter procedimentos definidos para isso. Mas não! Assim como já fomos convidados a ser os “fiscais do Sarney” no Plano Cruzado, vamos ser o “Fiscais da Dilma” no caso do Aedes aegypti.

Por mim, tudo bem a página oficial do governo vir decorada com mosquito, nessa fase do marketing agressivo-engraçadinho.

Vai ver é o último sinal de humanidade no governo Dilma: um pouco de autoconsciência ou de consciência culpada, ainda que involuntária.

Dilma tem um destino para nós: passar as tardes de calor sem fazer sexo — para zerar o risco da reprodução —, caçando mosquitos.  REINALDO AZEVEDO

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