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Número de desempregados aumenta novamente, e já soma 11,1 milhões

Pref. Camarmucuri (BA)Até o mês passado, o número de desempregados no Brasil superou 11 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 29 de abril, aponta taxa de desocupação de 10,9%, no trimestre de janeiro, fevereiro e março. O porcentual é 3,0% acima do registro feito no mesmo período de 2015. 

De acordo com o trabalho do IBGE, são 11,1 milhões de pessoas desocupadas no País - 22,2% a mais que o contingente observado entre outubro e dezembro de 2015. Em um ano, a fila de desempregados recebeu mais 3,2 milhões de pessoas. E a população ocupada – 90,6 milhões de pessoas – apresentou redução 1,5%, em relação ao trimestres de 2015. Isso representa pouco menos de 1,4 milhão de pessoas. 

Só do trimestre anterior – que contemplou outubro a dezembro do ano passado – para este, a redução de trabalhadores formais foi de 2,2%. O número de empregados com carteira assinada foi de 34,6 milhões, com redução de 4,0% de 2015 pra cá, ou seja, 1,4 milhão de trabalhadores a menos. Porém, segundo a Pnad, a categoria das pessoas que trabalham por conta própria teve aumento de 6,5% - o que também faz referência a 1,4 milhão de pessoas. 

EBCPagamento
O rendimento médio do trabalhador brasileiros fechou em R$ 1.966, e mais um impacto negativo ao comparar com o valor médio pago no mesmo período do ano passado -  R$ 2.031. Redução de 3,2% no rendimento médio real. 

Dentre as áreas que mais demitiram trabalhares estão: indústria geral; construção; administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais; comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas; transporte, armazenagem e correio; serviços domésticos; alojamento e alimentação; informação e comunicação; e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas. 

Impacto
Os números mostram o impacto direto da recessão econômica do País na vida das pessoas e trazem mais preocupações aos gestores municipais. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem mostrado que muitos prefeitos têm recorrido às demissões para tentar fechar as contas e promover o encerramento do mandato sem comprometimentos mais sérios com as leis vigentes. Essa medida talvez tenha contribuído para a aparição da administração pública entre os setores que mais dispensaram trabalhadores. 

Porém, o cenário mais caótico está, justamente, nos setores que têm contribuições diretamente vinculadas aos repasses municipais. Isso significa que a realidade de crise financeira ficará ainda pior. 

Leia também: Desemprego supera taxa de 10% no Brasil, o que representa 10 milhões de pessoas / PORTAL CNM

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