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Governo do Ceará dobra aposta no algodão da Chapada do Apodi

Na Chapada do Apodi, na geografia dos municípios de Limoeiro do Norte e Quixeré, o governo do Ceará, por meio da Secretaria Executiva do Agronegócio, que integra a estrutura da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, está dobrando sua aposta no projeto de revitalização da cultura do algodão, que também se implementa no sertão central e no Cariri. 

Neste ano, o projeto – ao qual aderiu uma grande empresa industrial do setor têxtil, que bancou os custos da colheita mecanizada – ocupou uma área de 300 hectares.

Em 2021, com a adesão de uma gigante do setor, a Agrícola Famosa, a expectativa é de que, no mínimo, serão plantados 600 hectares da mesma semente de algodão desenvolvida pela Embrapa, cujos técnicos seguem prestando consultoria ao empreendimento. 

Ontem, durante uma reunião por vídeo conferência, o coordenador do projeto, Euvaldo Bringel, explicou que a perspectiva de curto prazo “é muito otimista”. 

Ele disse que o projeto na Chapada do Apodi será, de novo, desenvolvido em agricultura de sequeiro, aproveitando a pluviometria da próxima estação de chuvas, que deverá ser na média ou acima da média histórica. 

As empresas apoiadoras do projeto novamente custearão as despesas da apanha da safra de 2021, que usará colheitadeiras mais modernas do que as utilizados neste ano. 

A produtividade alcançada nos 300 hectares plantados no Apodi em 2020 foi semelhante à das regiões produtoras do Oeste da Bahia e do Nato Grosso, o que atraiu, agora, o interesse da Agrícola Famosa, que também está associado ao empresário Alexandre Sales em um projeto de cultivo de trigo, cujos primeiros resultados foram espetaculares, superando os dos estados produtores do Sul do País. 

Parece que tudo está a indicar que a Chapada do Apodi será a Califórnia cearense.  Egidio Serpa/dn

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