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Feitas as contas, quadro eleitoral pende para a esquerda

Publicada: 16/05/2018 - 6:30

Aos poucos, a despeito das irrealidade de alguns lulistas, que é autêntica, os fatos vão se impondo. Não há dúvida de que o ex-presidente é hoje a personagem mais influente da disputa eleitoral. Mas tal influência, convenham, pode deixar de existir caso ele se desligue da realidade e insista numa candidatura que será recusada pela Justiça Eleitoral. E isso pode se dar num momento em que é tarde demais para escolher um substituto e para fazer, por exemplo, o vice na chapa de Ciro Gomes (PDT).

Mais de um interlocutor da cúpula petista tem chamado a atenção para o fato de que o quadro eleitoral, feitas as contas, pende para a esquerda, não para a direita. E que só um erro brutal de Lula e do PT poderia fazer com que isso mudasse. A despeito de tudo, os realistas à esquerda se movem.

Aos poucos, a despeito dos devaneios de alguns lulistas, os fatos vão se impondo. Não há dúvida de que o ex-presidente é hoje a personagem mais influente da disputa eleitoral. Mas tal influência, convenham, pode deixar de existir caso ele se desligue dos fatos e insista numa candidatura que será recusada pela Justiça Eleitoral. E isso pode se dar num momento em que é tarde demais para escolher um substituto e para fazer, por exemplo, o vice na chapa de Ciro Gomes (PDT).

O governador de Minas, Fernando Pimentel, reúne na quinta os demais governadores petistas para debater o cenário eleitoral: Tião Viana (AC), Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI).  Todos, exceção feita a Viana, em segundo mandato, são candidatos à reeleição. Pimentel pode ter um embate tudo com o tucano Antonio Anastasia. A reeleição dos demais é dada como certa. Na sexta, será a vez de os petistas se encontrem com governadores do Nordeste. Além de Costa, Santana e Dias, contam-se Renan Filho (AL), aliados dos petistas; Flávio Dino (PCdoB-MA); Ricardo Coutinho (PSB-PA), Paulo Câmara (PSB-PE), Robinson Faria (PSD-RN), Belivaldo Chagas (PSD-SE).

O PT pode celebrar alianças regionais com o PSB em pelo menos dez Estados. Em Pernambuco, condiciona o apoio a Paulo Câmara a uma aliança nacional, tendo Lula como candidato à Presidência. Ocorre que a cúpula peessebista não é vítima de uma possível síndrome de alheamento da realidade e sabe que candidato Lula não será. As conversas com Ciro andam mais adiantadas do que se supõe.

Para os realistas, o PT pode ser sócio do novo poder, conservando a sua identidade, ou entregar o poder de bandeja a adversários — e Ciro não é um deles —, com desdobramentos catastróficos para a legenda também no Congresso Nacional.

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