Republicanos lança candidatura de Tarcísio em SP, com discurso de Flávio e ausência de caciques
“Vamos reafirmar o nosso compromisso com um Estado cada vez mais eficiente, que gera empregos, que atrai investimentos, realiza obras e leva desenvolvimento para toda a população. Preparem as caravanas de vocês, a gente se encontra lá. Vamos arrancar para a vitória”, disse Tarcísio em um vídeo no qual convida eleitores para participarem do evento.
A expectativa dos organizadores é que entre 200 a 250 ônibus façam o transporte dos apoiadores. O ginásio tem capacidade para 11 mil pessoas e serão instalados telões na parte externa para quem não conseguir entrar.
Estão confirmados os presidentes do Republicanos, Marcos Pereira, do MDB, Baleia Rossi, do Podemos, Renata Abreu, e do Solidariedade, Paulinho da Força, além dos dirigentes estaduais Milton Leite (União Brasil), Maurício Neves (PP), Alex Manente (Cidadania), Paulo Serra (PSDB), Ovasco Resende (PRD) e representantes do Avante.
Outra presença confirmada é a do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Reeditando a parceria da eleição municipal com Tarcísio, Nunes é a principal aposta da campanha do governador para ganhar terreno na capital e diminuir a vantagem que Fernando Haddad (PT) obteve em 2022.
Tarcísio vai relembrar na convenção o início de sua trajetória política em São Paulo e dizer que foi acolhido pelos paulistas ao longo dos últimos anos. Ao contrário da eleição de 2022, quando largou atrás, o governador começará a campanha como franco favorito – ele tem 48% das intenções de voto, contra 32% de Haddad no segundo turno, de acordo com pesquisa Quaest (SP-04846/2026) divulgada no início da semana.Há quatro anos, Tarcísio deixou o Ministério da Infraestrutura para disputar a primeira eleição de sua vida e ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes, após sugestão do então presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, ele tinha o apoio somente do PL e do PSD entre as siglas relevantes. Agora, contará também com todos os partidos que apoiavam Rodrigo Garcia na última eleição, o que lhe dará 71% do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, contra 29% de Haddad.
A situação do governador é oposta à de Flávio, que tem tido dificuldades para fechar alianças. Apesar de alguns aliados do governador defenderem que ele mantenha uma “distância segura” do senador, Tarcísio entrou em campo para tentar ajudar o pré-candidato do PL nas últimas duas semanas.
Ele ligou para o presidente de seu partido, Marcos Pereira, e para Ciro Nogueira na tentativa de ajudar a destravar acordos com os dois partidos. As conversas com o Republicanos não avançaram, enquanto o PP decidiu ficar neutro mesmo após a senadora Tereza Cristina (PP) ter aceitado ser vice de Flávio. O MDB, outro partido na órbita de Tarcísio em São Paulo, também optou pela neutralidade à nível nacional.

