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Direita pode disputar nas urnas sua vaga no 2º turno

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A principal incógnita da política nacional hoje é quem ocupará o posto de maior líder da direita com a neutralização de Jair Bolsonaro (PL), inelegível e condenado por tentativa de golpe de Estado. O que parece mais provável —e reforçado por mais uma pesquisa do Datafolha— é que a direita terá um lugar no segundo turno da disputa presidencial de 2026.

A outra vaga, salvo reviravolta improvável, será de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o incumbente que preserva um capital eleitoral invejável, mas não suficiente, nas hipóteses mais fortes, para encerrar o pleito na primeira rodada.

Lula não o fez mesmo quando desfrutava de índices de popularidade mais favoráveis que os atuais. Neste dezembro, segundo o Datafolha, 32% dos brasileiros aptos a votar consideram seu governo ótimo ou bom, ante 37% que o julgam péssimo ou ruim. Ao longo de todo este ano, a avaliação negativa superou a positiva.

A esta altura de seu primeiro mandato, o cacique petista, mesmo com a imagem abalada pelo escândalo do mensalão, obtinha equilíbrio entre aprovação (28%) e reprovação (29%) em dezembro de 2005. Em 2009, chegava a acachapantes 72% de ótimo e bom, mas sua candidata, Dilma Rousseff, precisou de dois turnos para vencer no ano seguinte.

Pesa contra Lula, neste momento, a rejeição de uma ampla parcela do eleitorado —44% dizem que não votariam nele em nenhuma hipótese. No campo oposicionista, apenas Jair Bolsonaro, que está fora do páreo, amarga taxa similar (45%).

Pela direita, o mais recente movimento foi o lançamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, como pré-candidato ao Planalto. O anúncio é encarado com boa dose de ceticismo porque Flávio se mostra um oponente mais frágil: é rejeitado por já expressivos 38%, cifra que tende a rumar aos patamares atribuídos ao pai.

De todo modo, trata-se de mais um motivo de dúvida quanto aos rumos desse espectro ideológico, sobretudo no diz respeito à candidatura presidencial do governador de São PauloTarcísio de Freitas (Republicanos), o preferido da centro-direita. Além dele, são postulantes os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).

As simulações do Datafolha, com diferentes combinações de nomes, sugerem um segundo turno —no qual o eventual desafiante de Lula, especialmente se não for um filho de Bolsonaro, terá chances de atrair votos avessos ao petista. Tal cenário eleva a possibilidade de a herança bolsonarista ser disputada nas urnas por dois ou mais competidores.

É considerável ainda a probabilidade de que setores moderados do eleitorado, embora numericamente menos expressivos, venham a decidir a disputa por pequena margem, como em 2022. Ao mesmo tempo, esquerda e direita têm dificuldade em abandonar discursos radicalizados que mobilizam suas bases fiéis.

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