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As queixas de Bolsonaro sobre a atuação de Rodrigo Pacheco a favor de Lula em Minas

Por Bela Megale / o globo

 

A negativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, para investigar as inserções de rádio não foi o único foco de irritação do presidente Bolsonaro nesta quarta-feira. Antes de falar a jornalistas na entrevista que convocou no Palácio da Alvorada, o presidente fez críticas a auxiliares sobre a atuação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e de seu principal aliado, o senador Alexandre Silveira (PSD-MG), junto aos prefeitos mineiros a favor de Lula.

Bolsonaro havia passado o dia em agendas no estado, considerado decisivo para que ele possa ultrapassar o petista e conquistar a reeleição. Diante da cúpula do governo e visivelmente irritado, Bolsonaro colocou na conta de Pacheco e Silveira sua dificuldade de ampliar a intenção de voto em Minas. A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra Lula com 45% das intenções de voto dos mineiros, contra 40% do presidente.

A cúpula da campanha bolsonarista vê hoje as lideranças do estado divididas em dois grupos: o dos prefeitos ligados ao senador Rodrigo Pacheco e daqueles ligados ao governador Romeu Zema (Novo), apoiador do presidente.

Publicamente, Pacheco atua para se mostrar neutro na disputa. Na prática, porém, delegou a Alexandre Silveira a missão de alinhavar com os prefeitos o apoio a Lula. Desde então, Silveira tem buscado diversas lideranças para defender o nome do petista. No discurso, aponta que o ex-presidente foi o mais votado em 630 municípios mineiros no primeiro turno, além da defesa da democracia e do ambiente de pacificação do país, essencial para que prefeitos consigam realizar políticas públicas.

Zema, que foi reeleito no primeiro turno sem assumir publicamente apoio a Bolsonaro, também buscado trazer as lideranças para o lado do presidente. O governador, no entanto, já se queixou a Bolsonaro que ação de Pacheco e Silveira têm lhe atrapalhado.

Apesar dos pedidos explícitos de voto em Bolsonaro, o próprio Zema optou pela cautela diante dos números em Minas. Desconfiado como todo bom mineiro, o governador mantém as críticas apenas à administração do ex-governador petista Fernando Pimentel e evita mirar Lula diretamente.

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