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Oito capitais elegeram prefeitos que fazem oposição ao governador do estado

Bernardo Mello O GLOBO

 

Alexandre Kalil tenta a reeleição em Belo Horizonte Foto: Divulgação

 

 

 do prefeito eleito na respectiva capital. Em alguns desses estados, o chefe do Executivo da capital já fez acenos a grupos de oposição ao governador durante a campanha.

Em Maceió, o líder do PP na Câmara, Arthur Lira, deu apoio velado ao também deputado federal João Henrique Caldas (PSB), conhecido como JHC, no segundo turno contra Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB). A vitória de JHC foi um baque para o grupo político do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e do governador Renan Filho (MDB), que enxergavam Maceió como estratégica para os planos do grupo em 2022. Lira, que deve concorrer à presidência da Câmara, também articula uma candidatura de oposição à família Calheiros ao governo do estado, numa costura que pode envolver ainda o senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL), que fez elogios recentes ao líder do PP.

Na capital do Maranhão, São Luís, o prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) chegou a ser líder do governo de Flávio Dino (PCdoB), mas rompeu com o governador no fim do ano passado e foi à oposição. Um dos articuladores da candidatura de Braide foi o senador Roberto da Rocha (PSDB-MA), aliado do presidente Jair Bolsonaro, e que cogita lançar seu próprio nome ao governo do estado em 2022.

Outras duas capitais do Nordeste, Salvador e Natal, terão prefeitos de grupos políticos que fazem oposição aos atuais governadores, ambos do PT: Rui Costa, na Bahia, e Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte. Na capital baiana, o eleito foi Bruno Reis (DEM), sucessor do atual prefeito, ACM Neto, que deve ser candidato ao governo. Na eleição potiguar, o reeleito Alvaro Dias (PSDB) é aliado ao PDT local, que deve lançar o ex-governador Carlos Eduardo Alves como candidato contra a reeleição de Fátima.

Disputa em Minas

No Pará, em que pese o apoio do PT ao governador Helder Barbalho (MDB) nas duas últimas eleições, a frente de partidos de esquerda vitoriosa em Belém com Edmilson Rodrigues (PSOL) deve projetar um candidato próprio em 2022. Além de Minas, onde o prefeito eleito na capital, Alexandre Kalil (PSD), tende a deixar o mandato para concorrer ao governo contra Romeu Zema (Novo) daqui a dois anos, uma oposição direta entre prefeito e governador se desenha em Boa Vista, capital de Roraima. A atual prefeita Teresa Surita (MDB) elegeu o vice, Arthur Henrique, como sucessor, e cacifou o próprio nome para enfrentar Antonio Denarium (sem partido) na disputa estadual em 2022. Teresa tem o apoio do ex-marido, o ex-senador e ex-ministro Romero Jucá.

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Em Vitória, a eleição do delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos) retirou um palanque do governador Renato Casagrande (PSB) na campanha à reeleição. Pazolini, que é deputado estadual de primeiro mandato, chamou para a equipe de transição nomes que trabalharam com o ex-governador Paulo Hartung, atualmente sem partido. Hartung, ex-aliado de Casagrande, abdicou em 2018 de concorrer à reeleição — dizendo estar desencantado com a falta de renovação em cargos eletivos — e vem atuando como consultor político do apresentador Luciano Huck.

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