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Eleições 2020: Indicação de José Sarto tem o DNA político da cúpula pedetista no Estado

A indicação do deputado José Sarto como candidato a prefeito de Fortaleza pelo PDT, que tenta a continuidade de duas gestões consecutivas do prefeito Roberto Cláudio, tem o DNA político dos irmãos Cid e Ciro Gomes, os líderes do grupo governista cearense. Sarto é muito próximo de Ciro e já tem - no dizer de pedetistas qualificados - serviços prestados ao grupo que significam demonstrações de lealdade, quesito considerado como fundamental entre eles.

Nos últimos dias, quem acompanhou de perto as negociações começou a reverberar os atos de lealdade de Sarto, indicando o que viria a seguir. Médico, político experiente e com serviço prestado na periferia da Capital, Sarto é discreto e se manteve assim em todos os momentos da corrida pré-eleitoral. Não levantou a voz uma única vez e nem fez movimentos bruscos na caminhada.

Em alguns momentos, na série de 'lives', chegou a dar demonstrações de pouco interesse na disputa. A jornada e o cargo de presidente da Assembleia foram um peso a favor dele, mas o resultado da articulação indica que desde o início, havia a predileção do comando. E ela se impôs, mais uma vez.

Sai forte

Outro personagem a se observar neste movimento é o governador Camilo Santana (PT). Mostrou força ao emplacar um candidato a vice que, nem se viesse do PT teria tanto a sua marca e a marca da sua gestão. Élcio Batista (PSB) é uma cara nova na política. Sociólogo, traz a técnica da academia com a vivência de projetos grandes que estão em andamento. Mais próximo de Eudoro Santana - pai de Camilo -, virou braço-direito do governador e esteve na coordenação de momentos delicados como as negociações da greve da PM no início deste ano. Foi convocado para agregar juventude e execução de políticas públicas à chapa. Camilo - indicam as pesquisas - terá peso na influência do voto, embora viva a dicotomia em relação ao PT, que deverá ter candidato próprio.

Tu vens, 2022

Toda eleição, nos moldes do que acontece no Brasil, dá sinalizações sobre o pleito seguinte. E essa leitura pode ser feita em relação ao prefeito Roberto Cláudio neste momento. Roberto, assim como Sarto, era presidente da Assembleia quando foi alçado à missão de comandar a Prefeitura da Capital. Ele indicou Samuel Dias como pré-candidato à sua sucessão. Era, por razões óbvias, o seu favorito. Estava por dentro de todos os projetos da gestão. Até por isso, Samuel agora vira o coordenador do plano de governo da chapa. Para Roberto Cláudio, fica com o caminho livre para pensar em projetos para 2022.

Olho lá na frente

Como a política é dinâmica, os bastidores já estão pensando lá na frente. A campanha ainda nem começou, mas a política já pensa, em paralelo, na disputa pela Presidência da Assembleia. O mandato de Sarto vai até janeiro de 2021 e, na hipótese de ser eleito, ele teria que renunciar ao comando do Legislativo até 31 de dezembro. No PDT, há uma fila de pretendentes. O atual vice é Fernando Santana (PT), nome indicado na última disputa pelo governador. As fofocas já começaram.

No projeto

Salmito Filho, Ferruccio Feitosa e Idilvan Alencar, na avaliação de um observador qualificado, também vão participar de alguma forma dos próximos passos. inácio aguiar / diarionordeste

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