DEIXA O RIO DESAGUAR

O forró, de mais de duas décadas, é de autoria do sergipano Aracílio Araújo. O intérprete e sanfoneiro Flávio José, paraibano de Monteiro, gravou Deixa o rio desaguar em 2000. Os versos são da época de FHC presidente, mas trazem descrição precisa da atualidade: “O São Francisco com sua transposição/ No meu Nordeste o progresso vai chegar/ Se é que o Brasil agora está na mão certa/ Na contramão o meu sertão não vai ficar...”.
A letra também cita a secura do Jaguaribe e do Castanhão. Do projeto, Flávio José diz querer saber “quando vão definir o uso dessa água pela zona rural. O agricultor vendo o São Francisco passar e não poder usar. A esperança é que esclareçam, para as pessoas poderem trabalhar”. OPOVO

