PROJETO GRÁFICO: DO BARRO AO CONCRETO, UMA LEITURA VISUAL

A cada especial, o desafio e o prazer de dar feição ao conteúdo. A identidade visual de mais este suplemento da série A Peleja da Água é moldada no barro, rastro simbólico do rio que chega às terras devastadas pela estiagem. Esse encontro delineia vidas, santos, bichos, imagens.
Memória ancestral de onde viemos e pra onde vamos, em meio ao aparato do concreto e da tecnologia de uma mega-obra dessa natureza. Nesse cenário, convidei o artista plástico Carlus Campos para dar vida às esculturas deste suplemento. Paredes laterais em argila guiam o fluxo do conteúdo das páginas, orientam a navegação e registram, através dos desenhos no barro, as várias narrativas. A tipografia vernacular, em títulos e detalhes, dialoga e referencia um povo. Colunas de textos têm desenhos inspirados no canal que contorna chãos e traz a água. É a nossa tradução.
GIL DICELLI é editor-executivo do Núcleo de Imagem
WEBDOC: A REINVENÇÃO DA CARRANCA
Por Émerson MaranhãoO webdoc que integra este projeto especial pega a estrada e nela segue encantado com a paisagem. Ou as paisagens, para ser preciso. Tanto a geográfica, rodovia após rodovia, quanto a humana. Em ambas, sobressaem-se as modificações que as águas do Velho Chico anunciam, impõem, frustram ou alimentam. Tanto uma quanto a outra enchem nossa tela para nela escorrer suas narrativas. Rotas alteradas pelo novo trajeto, ainda em processo. Assim com a carranca, ícone máximo do rio São Francisco, rompe com a miudez do barro que lhe dá forma e se reinventa numa outra natureza. OPOVO

