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Adeus às ilusões -

Em resumo, os depoimentos de João Santana e Mônica Moura revelam o que Deus, o diabo e todos os moradores da terra do sol já sabiam ou desconfiavam: Lula e Dilma sabiam de tudo. Mais que isso, foram parceiros em tudo. Portanto, não há mais ilusões a vender. Ou, ilude-se quem quiser, mas sugere-se cuidado para não fazer papel de bobo.

João foi o mestre da comunicação e do marketing político que, em 2005, pegou um deprimido Lula quase nocauteado pelo Mensalão para reconstruir a imagem do presidente. Fez isso até levá-lo à vitória nas presidenciais de 2006 contra Geraldo Alckmin, o tucano que conseguiu o feito de ter mais votos no primeiro que no segundo turno.

Dali por diante, João conquistou a condição de influente parceiro do lulo-petismo. O homem que dava as cartas na comunicação do mais rico País da América Latina. Portas abertas no Planalto. Virou marqueteiro “for export”. Lula o levou para as campanhas de todos os parceiros do populismo barato que ronda a África, a América do Sul e a América Central.

João fez as campanhas de Dilma 1 e Dilma 2. Porém, para a “presidenta”, o baiano foi muito mais que um marqueteiro ou um conselheiro. Dilma não pronunciava um só texto que não passasse pelo seu crivo. As decisões do Governo também lhe eram submetidas.

João, Mônica e Dilma tornaram-se muito amigos. Os três tratavam das coisas abertamente. Agora, o casal relatou tudo com impressionante riqueza de detalhes. Pagamento por fora e depósitos no exterior. Dilma tratava dessas coisas no Palácio e na residência oficial. Repassava informações para investigados.

Enfim, foi-se definitivamente a aura da mulher honesta cuja lenda dizia que fora apeada do poder justamente por ser honesta. FÁBIO CAMPOS / OPOVO

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