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Um alerta sobre greves na área policial

Com o título “É preciso conter o movimento dos policiais”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. Confira: A situação no Espírito Santo se agrava cada vez mais e, o pior, parece não haver saída à vista para resolver a greve dos policiais militares que se iniciou no dia 4 deste mês. O caos se instalou, principalmente na capital, Vitória, tornando os moradores em espécie de reféns, pois muitos evitam sair de casa temendo a caótica situação vigente.

Em seis dias, já aconteceram mais de 110 homicídios (a média do Estado é de pouco mais de três mortes violentas por dia) e o índice de roubos a carros explodiu, com 200 ocorrências em um único dia. A população está apavorada.

Especialistas afirmam que o movimento pode se alastrar para os outros estados. A maior preocupação é com o Rio de Janeiro, onde o governo está encontrando dificuldades para pagar aos servidores.

Outro agravante é que a imprensa passou a ser atacada. Além de violência contra repórteres, ontem a sede da Rede Gazeta foi atingida com quatro tiros, felizmente sem ferir ninguém. Um ataque dessa natureza contra a imprensa é uma agressão inaceitável à democracia.

Por mais que se entendam as dificuldades dos policiais – sem dúvida, eles precisam de salários melhores e estrutura adequada para trabalhar -, um movimento desse tipo é inaceitável sob qualquer ponto de vista. Primeiro, porque os militares – pela natureza de seu trabalho – são proibidos de realizarem movimentos paredistas e de se organizarem em sindicatos, mas eles driblam o veto criando associações que agem como tal. E, se constitucionalmente a greve lhes é vetada, o movimento que fazem tem de ser chamado pelo seu nome real: motim.

Por isso, é preciso envidar todos os esforços para que o movimento seja contido, pois, caso se alastre, entraremos no terreno do imponderável, com a única certeza de que as consequências serão as piores possíveis.

O que se estranha é que até agora o governo e Congresso Nacional têm dado pouca atenção ao que acontece no Espírito Santo. Preocupados em se defender das investigações da Lava Jato, boa parte dos deputados, senadores e homens do governo está mais preocupada com sua própria defesa do que com os reais, e gravíssimos, problemas que o povo capixaba enfrenta – e que a todos nos põe em risco. COM BLOG DO ELIOMAR

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