Busque abaixo o que você precisa!

Fenda gigantesca na Antártica cresceu 28 quilômetros em 2 meses

 

ICEBERG

 

 

 

Uma imensa rachadura em uma das cinco maiores plataformas de gelo da Antártica tem avançado rapidamente e está a ponto de originar um gigantesco iceberg. De acordo com os cientistas, desde a segunda metade de dezembro, a fenda na plataforma de gelo Larsen C cresceu 28 quilômetros em comprimento. Atualmente, a rachadura tem 175 quilômetros de extensão e apenas vinte quilômetros de gelo impedem que um bloco de 5.000 quilômetros quadrados se solte da plataforma e se transforme e um dos dez maiores icebergs do globo.

 

Projeto Midas, que monitora a rachadura por meio de imagens de satélite e radares, em comunicado. Segundo os pesquisadores, o desprendimento do iceberg irá mudar fundamentalmente a paisagem da Antártica.

Como o bloco de gelo flutuará, ele não deve causar aumento no nível dos oceanos – contudo, futuras rupturas causadas pelo desprendimento podem levar ao descongelamento de geleiras e, como a água dessas últimas são integradas aos mares, podem levar ao aumento do nível.

Nasa registra plataforma de gelo Larsen C Ice Shelf, na Antártica, se onde se desprenderá um enorme iceberghttps://abrilveja.files.wordpress.com/2017/01/iceberg-gigante-acc81rtic-nasa.jpg?quality=70&strip=all&w=150 150w, https://abrilveja.files.wordpress.com/2017/01/iceberg-gigante-acc81rtic-nasa.jpg?quality=70&strip=all&w=300 300w, https://abrilveja.files.wordpress.com/2017/01/iceberg-gigante-acc81rtic-nasa.jpg?quality=70&strip=all&w=768 768w, https://abrilveja.files.wordpress.com/2017/01/iceberg-gigante-acc81rtic-nasa.jpg 1125w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" style="margin: 0px; padding: 0px; box-sizing: border-box; list-style: none; outline: 0px; max-width: 100%; height: auto; max-height: 100%; width: 650px;">

Nasa registra plataforma de gelo Larsen C, na Antártica, se onde se desprenderá um enorme iceberg. (Nasa/Divulgação)

Mudanças geográficas

Plataformas de gelo flutuam no mar, na extremidade da geleiras, com uma espessura de centenas de metros. Por não estarem sobre a terra, pedaços podem se desprender. Os cientistas temem que a perda dessas plataformas ao redor do continente permita que, futuramente, geleiras internas se mexam mais rápido em direção ao mar, à medida que as temperaturas aumentem devido às mudanças climáticas.

Os pesquisadores têm acompanhado a rachadura em Larsen C por muitos anos. Nos últimos meses, porém, passaram a observá-la com atenção em razão de colapsos das plataformas de gelo Larsen A, em 1995, e Larsen B, em 2002.

Segundo os cientistas, o fenômeno que pode levar à ruptura do iceberg não é climático, mas geográfico. É provável que as mudanças climáticas tenham antecipado o rompimento, mas talvez não sejam a causa do fenômeno. VEJA

Compartilhar Conteúdo

444