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Navio chinês entra em operação

Foto: AP Photo/Xinhua, Li TangJapão

O navio chinês Liaoning, já foi russo e, em 1988, se chamava Riga. Depois, redirecionado para novas funções, foi rebatizado Varyag e, em 1990, com o fim da União Soviética, foi abandonado na linha de montagem quando faltava pouco, não mais de 32%, para ficar pronto. 

Depois disso, quase virou sucata em Hong Kong, foi comprado pelo estaleiro estatal Dalian e passou por um processo de modernização que durou até duas semanas atrás, quando formalmente entrou em condição de batalha – é o primeiro porta-aviões da China, um gigante de 67 mil toneladas, com seus caças e helicópteros, mais os 2.606 homens e mulheres de bordo. 

Não houve cerimônia formal. A entrada em operação limitou-se à leitura de um curto comunicado do oficial político da tropa embarcada, capitão Li Dongyou, informando que “o CV-16 está pronto para combate”.

É um fator novo de perturbação no delicado equilíbrio regional. A função do grupo de batalha liderado pelo porta-aviões – fragatas, destróieres, talvez um submarino –, é projetar o poder militar da China. Uma das áreas prioritárias é um arquipélago árido, formado por meia dúzia de ilhas rochosas, entre o Mar do Japão e o Mar da China, reivindicado por Pequim, Tóquio, Seul e Taiwan. 

São apenas 8 quilômetros de afloramento; 187 km² de ponta a ponta. Mas o valor estratégico é grande. Pela legislação internacional, a partir de Senkaku, para os japoneses, ou Diaoyu, para todos os outros pretendentes, é possível prolongar uma zona de interesse econômico abrangendo reservas de petróleo e gás, além de estoques de pesca. 

Vale tanto que a Força de Superfície da Marinha do Exército da República do Povo tratou de construir sobre as pedras uma superfície artificial para receber pista de pouso e um sólido atracadouro. Os demais governos envolvidos no litígio protestaram. O Japão ameaçou despachar uma flotilha armada e mantém desde abril uma rotina de voos de reconhecimento. O ESTADO DE SP

 

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