Caso Lulinha: guerra de bastidores escancara sistema de poder
Por Fernando Schüler /O ESTADÃO DE SP
No comentário desta quinta-feira, 20, o colunista Fernando Schüler trata das investigações envolvendo a empresária e lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Schüler, a apuração é de alto interesse público, mas “nesse momento, é objeto de uma guerra incrível de bastidores em função da proximidade do período eleitoral.”
Schüler lembra que Roberta Luchsinger é bem articulada no governo e no PT, e ligada diretamente ao chamado Careca do INSS, que é investigado pelo escândalo de corrupção com descontos sobre aposentados do INSS. Esse empresário teria repassado, segundo as investigações, R$ 1,5 milhão para montar uma operação junto ao governo federal para fazer uma venda de mais de R$ 600 milhões de cannabidiol para o Ministério da Saúde, tentando driblar a Lei de Licitações.
“Com minuta do contrato mandada para o chefe de gabinete da Presidência da República”, destaca Schüler, completando: “A própria lobista transfere recurso, dinheiro, faz pagamentos ao chefe de gabinete da Presidência da República e é umbilicalmente ligada ao filho do presidente”.
Segundo o colunista, o grande problema no caso é que existe uma guerra política de bastidores sobre o timing dessa investigação, a maneira como ela vai se dar e até se ela vai acontecer.
Schüler comenta o encontro do advogado de Lulinha, que também é coordenador da campanha do PT em São Paulo, com o presidente da República e o pedido da PGR para que o caso vá para a primeira instância.

