Derrota no Senado serve para tirar Lula da zona de conforto
Fernando Gabeira / Jornalista e escritor / O GLOBONesse filme, é difícil achar o mocinho. Lula indicou um amigo fiel para o Supremo. Davi Alcolumbre o sabotou porque queria colocar um amigo fiel no Supremo. A direita ajudou a derrubar Jorge Messias porque sonha em conquistar o Senado e povoá-lo de amigos fiéis, derrubando alguns ministros de reputação duvidosa. Em todos os casos, o Supremo é um território a ser ocupado, e não um espaço que a sociedade preenche com os mais brilhantes e honestos juristas, na esperança de decisões sábias e imparciais. Muitos analistas consideram histórica a rejeição de Messias. De certa forma, acho um exagero. Não é histórica como a cena em que Dom Pedro parou no riacho Ipiranga ou a carta de Getúlio Vargas, deixando a vida para entrar na História. É verdade que algo assim aconteceu antes, há 132 anos, no tempo de Floriano Peixoto. É mais um fato de almanaque. Na verdade, não posso dizer que tenha se passado um filme. Não fui testemunha. Mas, analisando o relato de quem fala com os envolvidos, concluo que poderia ser uma série intitulada “Fugindo da polícia”, algo que sempre rende muitos capítulos. Agora mesmo, veio a público que senadores e deputados desembarcaram com malas suspeitas num aeroporto de São Paulo. Não passaram pela alfândega. Na verdade, não posso dizer que tenha se passado um filme. Não fui testemunha. Mas, analisando o relato de quem fala com os envolvidos, concluo que poderia ser uma série intitulada “Fugindo da polícia”, algo que sempre rende muitos capítulos. Agora mesmo, veio a público que senadores e deputados desembarcaram com malas suspeitas num aeroporto de São Paulo. Não passaram pela alfândega. Na verdade, não posso dizer que tenha se passado um filme. Não fui testemunha. Mas, analisando o relato de quem fala com os envolvidos, concluo que poderia ser uma série intitulada “Fugindo da polícia”, algo que sempre rende muitos capítulos. Agora mesmo, veio a público que senadores e deputados desembarcaram com malas suspeitas num aeroporto de São Paulo. Não passaram pela alfândega.

