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A resposta da equipe médica de Bolsonaro a Alexandre de Moraes

Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura — Rio e Brasília / O GLOBO

 

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de MoraesO ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — Foto: Fotos de Brenno Carvalho/O Globo e Sergio Lima/AFP

 

A equipe médica que cuida de Jair Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília, enviou na última quinta-feira (19) ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o prontuário do ex-presidente, acompanhado de duas tomografias computadorizadas do pulmão e de um relatório médico informando que ele teve “injúria renal aguda” e precisou usar três antibióticos até que se conseguisse controlar a infecção.

 

Moraes solicitou as informações diretamente à equipe médica antes de decidir sobre o novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente na última terça-feira (17), quatro dias após Bolsonaro ser internado para um tratamento de broncopneumonia bacteriana.

 

Moraes pediu ao hospital que descrevesse exames realizados, remédios administrados e as condições gerais do ex-presidente, mas não perguntou se o ex-presidente ainda corre riscos ou de que cuidados precisa.

 

De acordo com seus próprios médicos, Bolsonaro precisa de acompanhamento 24 horas para evitar uma nova broncoaspiração, como a que levou à sua internação.

Segundo a equipe da coluna apurou, além de ter tomado três classes de antibióticos para combater a infecção, o ex-presidente precisa de monitoramento pelo menos até o próximo dia 27, quando vai completar 14 dias tomando medicamento pela veia. O relatório, porém, destaca que as condições de saúde do ex-presidente melhoraram e que ele atualmente está consciente, estável e sem necessidade de respirador.

 

O ex-presidente está internado em uma ala intermediária da Unidade de Terapia Intensiva do hospital e segue sem previsão de alta.

O documento enviado a Moraes também elenca o histórico de hipertensão, múltiplas cirurgias abdominais, crises frequentes de soluço e o uso contínuo de diversos medicamentos.

 

Articulação

Conforme informou o blog em janeiro, a articulação para Bolsonaro ir para a prisão domiciliar envolve não apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas também conta com o apoio de integrantes do Supremo, como o ministro Gilmar Mendes, que nos bastidores tem manifestado apoio à transferência do ex-presidente.

 

Entre aliados de Bolsonaro, a aposta é a de que a pressão interna do STF e o desgaste da Corte diante do avanço das investigações do caso Banco Master levem Moraes a finalmente concordar com o pedido de prisão domiciliar. Em janeiro, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro da superintendência da PF em Brasília para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do complexo da Papuda e conhecido como “Papudinha”.

 

Por determinação do ministro, a Papudinha passou a contar com atendimento médico integral a Bolsonaro, em regime plantão, 24 horas por dia.

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