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Discute-se na Câmara a criação de planos de saúde sem saúde

Josias de SouzaColunista do UOL

 

Depois que a Câmara aprovou, sem alarde, a PEC que privatiza a orla nacional, agora submetida ao Senado, convém acender a luz sobre um novo debate inaugurado nos subterrâneos do Legislativo. Os deputados discutem uma reforma da legislação que rege o funcionamento das operadoras de saúde. Estão sobre a mesa excentricidades como a criação de um novo tipo de seguro de saúde. Possui duas características básicas: é inseguro e insalubre…

 

A pretexto de baratear seus preços, as operadoras reivindicam a criação de um plano de saúde light. Cobriria apenas consultas e exames. Nada de internações hospitalares. Na prática, seria um plano de saúde sem saúde, pois, depois de receber o diagnóstico, o paciente se daria conta de que não teria como cuidar da doença. Em casos graves, as opções seriam morrer ou furar fila do SUS… 

 

Já existe na praça uma modalidade lipoaspirada de plano. Mas inclui procedimentos que as operadoras desejam expurgar. Por exemplo: hemodiálise, fisioterapia, quimioterapia e 24 horas de hospital em casos de urgência e emergência. O plano é antigo. Já foi refugado antes. A novidade é que a coisa ressurge depois que operadores de saúde cancelaram unilateralmente milhares de planos individuais… 

 

As vítimas de cancelamento eram contadas em cerca de 35 mil quando o presidente da Câmara, Arthur Lira, interveio na encrenca. Trocou uma trégua na suspensão dos contratos pela inclusão na pauta do Legislativo de uma proposta inovadora. Falta definir inovação… 

 

Para os 51 milhões de clientes dos planos de saúde, uma boa novidade seria a conversão da Agência Nacional de Saúde numa repartição capaz de abrir a planilha de custos das operadoras, punir violações contratuais e trazer os reajustes dos planos para dentro da curva da inflação oficial… 

 

Opinião
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL…NEM A MINHA

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