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Vamos criar juízo, diz Nunes ao defender homenagem a Michelle Bolsonaro no Theatro Municipal

Carolina Linhares / FOLHA DE SP

 

MICHELE BOLSONARO EM SP

 

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi questionado nesta quinta-feira (14) sobre o uso do Theatro Municipal para uma homenagem a Michelle Bolsonaro (PL), que vai receber o título de cidadã paulistana. Nunes defendeu a medida, dizendo que o espaço em São Paulo já foi usado para uma série de eventos e que a homenagem foi aprovada na Câmara Municipal.

 

Segundo ele, "não é salutar para a democracia" que a homenagem seja alvo de questionamento somente por se tratar da mulher de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente declarou apoio ao emedebista na eleição municipal deste ano.

"O Theatro Municipal, quando tem horário vago, já fez cessão de espaço para a OAB, para o Ministério Público, para instituição do funk", disse Nunes.

"A democracia, ela é ampla, a democracia é para todos. [...] Foi a Casa do Povo que aprovou a homenagem. [...] Por que estão tendo esse questionamento? Não é porque ela cometeu algo de errado, porque ela não merece o título. Estão fazendo isso porque ela é esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Gente, vamos criar juízo. Que democracia é essa? Democracia da hipocrisia?", questionou.

Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, da Folha, parlamentares do PSOL acionaram a Justiça e o Ministério Público Eleitoral de São Paulo para barrar a cerimônia de entrega do título de cidadã paulistana à ex-primeira-dama.

"Vai lá o PSOL entrar com ação judicial. O que é isso? Por que ela é mulher do ex-presidente? Não tem o menor cabimento. [...] Acho que é um tiro no pé essas coisas, porque as pessoas estão percebendo que aí passa a ser perseguição", completou.

O espaço foi cedido pela gestão do prefeito para a realização do evento, que está previsto para ocorrer no próximo dia 25. O decreto legislativo que dá a honraria a Michelle foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo em novembro do ano passado.

Normalmente, essas cerimônias ocorrem na própria Casa. A justificativa dada é que o espaço legislativo não comportaria o número de convidados. O Theatro Municipal tem capacidade para 1.523 pessoas.

Nunes é candidato à reeleição em São Paulo e tem Bolsonaro como cabo eleitoral. Nunes e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) lideram tecnicamente empatados a pesquisa Datafolha divulgada nesta semana sobre a corrida eleitoral de 2024 para a Prefeitura de São Paulo.

Com a polarização nacional consolidada no pleito municipal, Boulos marca 30% e Nunes tem 29% —estão isolados do segundo pelotão de pré-candidatos. O psolista tem o presidente Lula como seu cabo eleitoral, enquanto o prefeito conta com o apoio de Bolsonaro.

Tabata Amaral (PSB) marca 8%, seguida de Marina Helena (Novo) com 7%, Kim Kataguiri (União Brasil) com 4% e Altino (PSTU) com 2%.

Outros 14% declaram voto em branco ou nulo, enquanto 6% não sabem em quem votar. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

 

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